Pelo menos duas mães de menores supostamente molestadas por uma ex-agente penitenciária da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), em Porto Velho, enviaram à imprensa fotos tiradas durante duas supostas orgias à base de drogas promovidas pela mesma (ver em anexo). As mães procuraram a imprensa depois que um site de notícias da capital publicou na semana passada um boletim da www.agenciadenoticias.ro.com.br, que revelava a existência de sindicância interna da Ceron, aberta no dia 27 de maio passado por ordem direta de Flávio Decat de Moura, presidente da empresa, para averiguar denúncia segunda a qual a ex-funcionária da Sejus, hoje servidora da Ceron, teria também molestado pelo menos um menor que participa do projeto de atenção a menores (PAPE) bancado pela concessionária, e que é administrado pela funcionária desde que a mesma foi contratada pela empresa, em novembro do ano passado. As fotos foram feitas em duas "festinhas" regadas a muita droga e bebida - uma realizada em um motel da capital e outra na casa da própria. As fotos foram tiradas, segundo as mães, do próprio celular da mesma e posteriormente enviadas via orkut para as páginas que ela solicitou que fossem criadas para "trocar mensagens" com as meninas, uma de 14 e outra de 16 anos. Segundo uma das responsáveis pelas menores, existem outras fotos em que as filhas aparecem, porém as mesmas só devem ser tornadas públicas caso a Justiça se manifeste - o Ministério Público Estadual e o Conselho Tutelar de Porto Velho já estão a par do caso. Investigações preliminares da reportagem da www.agenciadenoticias.ro.com.br   descobriram, no entanto, que uma das mães é dona de um barzinho no bairro Três e Meio, na rua das Flores, que é um antigo ponto de prostituição há muito conhecido da polícia. Na foto, supostamente tirada pela filha da botequeira, a funcionária da Ceron aparece numa pose sensual, trajando apenas uma camisola branca, na suíte de um dos motéis mais chiques da capital. Na outra foto, ela está "dançando o tchan", totalmente drogada, em cima da mesa da sala em sua própria casa. Segundo a mãe da segunda menor, que mora em Candeias do Jamari - outro foco de prostituição infantil na periferia de Porto Velho -, a foto teria sido feita durante uma "festinha" da qual participou uma outra menor, moradora do bairro Palheiral, também em Candeias do Jamari, e que também troca fotos e mensagens com a mesma via orkut. Outra linha de investigação - dessa vez sobre o abuso de drogas - vem do presídio Urso Branco, de onde a ex-agente penitenciária foi exonerada antes de ir para a Ceron. Apura-se o sumiço de um tablete de maconha de mais de 100 gramas de uma das gavetas da mesa de trabalho da mesma, supostamente para consumo próprio, delito que foi descoberto por membros da equipe que lhe sucedeu e que até agora estava sendo mantido em sigilo. Segundo uma alta fonte com forte trânsito no gabinete da Sejus e na Casa Militar do Palácio Getúlio Vargas, o tablete de Cannabis sativa fazia parte das provas de um inquérito policial que apura tráfico internacional de drogas - e a demora na descoberta de seu desaparecimento, por conta da influência e autoritarismo da ex-funcionária, ajudou a travar as investigações, que ainda estão em andamento. Na Ceron, a Comissão de Ética que apura as denúncias iniciais (ver abaixo) contra a suposta molestadora, cuja área profissional está justamente ligada à área de saúde mental,  tem prazo até o próximo dia 27 de junho para se manifestar sobre o caso.
 
CERON ABRE SINDICÂNCIA INTERNA E INVESTIGA  
DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO DE MENORES E ABUSO DE DROGAS
 
Por ordem do presidente da empresa, Flávio Decat de Moura, a Ceron - Centrais Elétricas de Rondônia, instaurou na semana passada sindicância interna na sede da companhia na capital para apurar suposto desvio de conduta de funcionária recém-contratada do setor de Recursos Humanos. A sindicância visa apurar denúncia de corrupção sexual de menores e de abuso de drogas contra a servidora, responsável pela coordenação de um projeto, patrocinado pela própria companhia, de integração de aprendizes ao mercado de trabalho, justamente jovens entre 14 e 18 anos, um dos quais  teria sofrido molestamento sexual por parte da mesma no início do ano. Segundo o assessor da diretoria da Ceron, Inácio Azevedo (3216 4000), foi formada uma Comissão de Ética, composta de membros das áreas de Recursos Humanos, Gerência Jurídica e Assessoria da Presidência e da Diretoria-Geral, para apurar a procedência ou não da denúncia (veja íntegra abaixo), a qual foi encaminhada por uma moradora do mesmo bairro onde reside a funcionária da empresa, cujo nome está sendo mantido em sigilo. Também já foram notificados sobre a denúncia o Conselho Tutelar de Porto Velho, o Ministério Público Estadual, através do Centro de Apoio Operacional à Infância, Juventude e Educação (CAO-INF), e a Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DCIA). Segundo investigações preliminares, a funcionária da Ceron, apesar de não ter concluído formalmente a graduação na UNIR - uma vez que sua professora-orientadora considerou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) inconsistente e insuficiente - obteve o registro profissional em caráter precário em seu órgão de classe, e só foi chamada para assumir o cargo que ocupa atualmente, ainda em estágio probatório, depois do recente assassinato, em circunstâncias misteriosas, de seu antecessor no cargo, homossexual assumido, em um crime de contornos passionais. A Comissão de Ética da Ceron tem prazo de até 30 dias par apresentar suas conclusões, sendo garantido, conforme a lei, amplo direito de defesa para a servidora, que já havia sido afastada de suas funções anteriores na Secretaria de Estado de Assuntos Penitenciários (Seapen), por incúria, absenteísmo e conflitos com a chefia, quando ocupava um alto cargo na coordenação psicossocial da Casa de Custódia Provisória de Menores Infratores, na rua Rio de Janeiro, na capital.