Nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça de Rondônia negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados dos três envolvidos no “Escândalo do Cavalo Branco” – nome do posto de combustíveis para qual foi constituída um esquema de sonegação fiscal.
Com a negativa do TJ, continuam presos na Casa de Detenção de Vilhena os empresários Itamar Rodrigues Costa e Adroaldo Bester, além do servidor municipal Romildo Valentino, que seria assessor do vereador Vanderlei Graebin (PSC).
O quarto envolvido no escândalo, o cabo PM Ivandel, não está preso por estar lutando contra um câncer em Barretos (SP). Ivandel foi secretário municipal de Trânsito na administração do prefeito Melki Donadon (PHS).
De acordo com a Polícia Civil, Cabo Ivandel recebia R$ 250 por carga facilitada. Os caminhões pertenciam ao empresário Adroaldo Bester e a carga ao dono do posto Cavalo Branco, Itamar Rodrigues Costa.
O esquema começou em agosto do ano passado quando a Polícia recebeu informações que havia indícios de irregularidades nas mercadorias que passavam pelo posto de fiscalização Estadual em Vilhena. A Regional da Polícia Civil deflagrou a operação “Ação Controlada” com a finalidade de desarticular esta quadrilha. Após seis meses de investigações da Delegacia Fazendária foram comprovadas as fraudes.
O ESQUEMA – Romildo recebia dos empresários uma certa quantia em dinheiro e intermediava com o policial militar que facilitava a passagem de caminhões pelo Posto Fiscal sem o pagamento do imposto. O policial militar recebia R$ 250,00 por passagem de veículo.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo que em uma das casas foi encontrado um carimbo da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, utilizado para burlar a fiscalização do Estado de Rondônia. No Posto Cavalo Branco foram apreendidos vários documentos, tendo a busca sido acompanhada de um auditor fiscal da receita estadual.