É nítida a evolução técnica, tática e física dos jogadores do Vilhena Esporte Club ao longo do Rondoniense Chevrolet 2013. No jogo do domingo contra o Atlético Pimentense pode-se perceber um time com o preparo físico incrível. Aos 40 minutos do segundo tempo os atletas do VEC corriam como se tivessem acabado de entrar em campo.
Taticamente o time também evoluiu e mostra consistência preenchendo todos os cantos do campo na marcação, e aproveitando os espaços proporcionados pelo adversário quando com a bola. Nos últimos jogos, diferentemente das primeiras rodadas do campeonato, os Lobos têm, não somente chutado mais a gol, têm tido um aproveitamento melhor.
O Goleiro Rocha, que estava aposentado e retornou aos gramados, também evoluiu desde as primeiras partidas e inspira confiança aos colegas da defesa.
E até as lesões que assombravam a equipe no início da competição foram sendo superadas e hoje o Vilhena tem apenas um atleta no departamento médico.
Mas, essa evolução não é por acaso. É o resultado do trabalho de um time de pessoas que atuam nos bastidores, por traz da equipe que vai a campo.
As arrancadas e a resistência física dos atletas do Vilhena são frutos do planejamento e do trabalho desenvolvido pelo preparador físico Luiz Claudio Vidal (3º da dir. para a esq.). “Eu tinha um planejamento inicial que teve que ser modificado com a chegada de alguns atletas que já estavam atuando e para não perder esses atletas por contusão, caso eu aplicasse a eles o mesmo plano de trabalho desenvolvido com os demais atletas, eu tive que esperar a queda do rendimento físico deles para só então começar o preparo deles”, explicou Vidal.
A boa condição física dos atletas repercute positivamente na diminuição do número de atletas no departamento médico do clube. Essa diminuição também tem a influência direta da fisioterapeuta Lucimara Menali (3ª da esq. para a dir.). “Eles compreenderam a importância tanto do aquecimento quanto do alongamento para diminuição das lesões”, disse Lucimara.
A fisioterapeuta, que tem passagens por clubes de São Paulo e Mato Grosso, disse que a lesão mais preocupante foi a do atacante Cabixi. “O médico disse que ele teria que ficar seis meses sem jogar futebol; mas, analisando o exame, como sempre fiz com meus atletas, percebi que a lesão não era tão grave, fizemos um trabalho de recuperação do atleta e hoje ele está ai, inteiro”, afirmou Lucimara.
Já as boas saídas e defesas do arqueiro dos Lobos, foram melhoradas pelo trabalho do preparador de goleiros Alexandre Carioca (1º da esq.). “Quando iniciamos os trabalhos o Rocha me pediu para trabalharmos a saída do gol, principalmente em bolas cruzadas”, disse Carioca, que avalia uma melhora considerável nas atuações do goleiro vilhenense.
Carioca destaca ainda a entrega e dedicação nos treinos, tanto do goleiro Rocha, quanto do reserva Bruno Lara. “O Rocha é um goleiro que tem história no VEC, e se entrega nos treinos, assim como o Bruno, que esta começando, é um bom goleiro e tem futuro no futebol”, avaliou Carioca.
Quanto à evolução técnica e principalmente tática, foi proporcionado pela atuação do treinador Marcos Birigui (2º da esq. para a dir.), que conseguiu fazer os jogadores entenderem sua filosofia de trabalho. “Foi difícil, pegamos a equipe na última colocação, ainda sem vencer, e com dedicação e muito trabalho, conseguimos chegar à final, mas o trabalho ainda não acabou”, disse Birigui.
A comissão técnica ainda conta com o massagista Odair, o Duzinho como é conhecido (1º da dir.), e o roupeiro Marciano (2º da dir. para a esq.), todos empenhados em proporcionar aos atletas as melhores condições para poderem entrar em campo e fazerem o melhor.
O Vilhena joga no sábado, 01, no Luiz Alves Athaides, em Pimenta Bueno, contra o Atlético Pimentense e pode perder por até quatro gols de diferença para ser campeão.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 29 de Maio de 2013, às 12:27