Nesta sexta-feira (25) um empresário vilhenense recebeu uma ligação via celular que lhe custou R$ 11 mil.

Segundo informações colhidas pela reportagem do FOLHADOSULONLINE, a pessoa que ligou para o empresário, disse que estavam no município de Pimenta Bueno, visitando a Usina de Apertadinho, cuja barragem se rompeu em 2008, quatro juízes e quatro promotores que participariam de uma audiência pública para tratar de assuntos referentes à usina.

O interlocutor disse ao empresário, que atua no ramo de transporte de passageiros, que contrataria a empresa para trazer para Vilhena os supostos juízes e promotores que estavam em Pimenta Bueno. E findou dizendo ao empresário que no caminho para a cidade vizinha fizesse algumas recargas em alguns números de celulares que ele forneceu.

Sem desconfiar, o empresário foi até uma banca no terminal rodoviário de Vilhena e efetuou as recargas pedidas pelo estelionatário. Ele gastou cerca de R$ 11 mil em recargas para 11 números diferentes. Foram quase quatro horas para realizar o processo de recargas.

Nesse tempo, a Empresa de Telefonia Móvel Vivo, teria ligado para o proprietário do ponto de recargas e o alertado para o número de recargas suspeitas. Ele teria ido ao local e encontrado a vítima realizando as recargas, mas como o empresário é conhecido e de confiança, as recargas não foram interrompidas. Outras recargas foram feitas para telefones da operadora Tim.

Depois das recargas feitas, o empresário ficou aguardando que o homem ligasse para confirmar o horário que deveria ir pegar as supostas autoridades, mas isso não aconteceu.

O golpe só foi descoberto, quando o empresário ligou para o Fórum de Pimenta Bueno, e foi informado que não havia nenhum juiz ou promotor de fora da cidade trabalhando no caso da Usina de Apertadinho.

O Procon foi alertado e entrou em contato com as operadoras, mas as repostas foram idênticas: “Somente os donos das linhas podem pedir o cancelamento dos créditos, uma vez que as recargas foram feitas de livre e espontânea vontade, ninguém o obrigou a isso”.

Todas as recargas, que totalizaram R$ 11 mil, foram feitas fiado, pois o empresário esperava receber dos juízes e promotores para poder pagar o dono da banca. Só que esses juízes e promotores não existiam. E agora o dono da banca quer receber o montante.

Esse caso foi o que trouxe maior prejuízo para a vítima, mas não foi o único, diversas pessoas têm sido vitimas desse tipo de golpe.

As pessoas devem se atentar para alguns cuidados para não cair nesse tipo de golpe. Um desses cuidados e lembrar que ninguém dá nada a ninguém de graça. Ligações informando que você foi a ganhadora de uma promoção que você nem participou com certeza é golpe.

Mas, o Procon alerta que também os donos e atendentes dos pontos de recargas devem ficar atentos para recargas suspeitas, como por exemplo, para muitos números diferentes ou de grandes valores.