O empresário José dos Santos Paes Neto, mais conhecido como Zezinho da Mercantil Coimbra, estabelecido desde 1978 em Pimenta Bueno e Espigão do Oeste, foi preso por agentes da Polícia Federal em São Paulo às vésperas do Natal.

 

Ele supostamente conduzia 14 kg de cocaína oxidada, destinados a “abastecer” a região de Maringá (PR) nas festas de fim de ano.

 

Zezinho já havia se envolvido com drogas na década de 90, chegando a responder por tráfico internacional na comarca de Costa Marques. Em 1995, foi preso no dia 14 de novembro, por ordem do juiz da Vara Única de Espigão, Leo Facchin, por sonegação fiscal.

 

Desde 2002, porém, quando “garimpou” um grande diamante na Reserva Roosevelt, havia se afastado “do ramo”.

 

Levado para a delegacia da Polícia Federal em Osasco (SP) logo após o Natal, Zezinho, de 56 anos, morreu no dia 31, por causa de uma alegada “crise de bronquite asmática”, na verdade uma tuberculose que rapidamente evoluiu, como confirmou uma pessoa da família, para uma broncopneumonia aguda letal.

 

Ocorre que, desde o dia 1º de janeiro, a família, através do Sr. Luis Carlos Toledo, que mora em São Paulo, tenta em vão conseguir a liberação do corpo junto ao Instituto Médico-Legal em Osasco (SP).

 

Alega-se que é preciso que o IML de Porto Velho, onde Zezinho tirou seu RG, envie cópia de suas fichas datiloscópicas para checar sua identidade, embora o corpo já tenha sido reconhecido. 

 

Fontes contatadas pela FOLHA em Pimenta Bueno e Espigão do Oeste, entre elas jornalistas e policiais locais, confirmaram que a família suspeita que a real causa da morte tenham sido maus-tratos.

 

Próspero atacadista de alimentos nas décadas de 80 e 90, Zezinho fornecia gêneros, conservas e outros itens para bolichos e biroscas em linhas e patrimônios do interior.

 

Sua clientela incluía pequenos municípios da Zona da Mata, como Parecis, Primavera e São Felipe, e também do Cone Sul, como Chupinguaia e Colorado do Oeste, já que, naqueles tempos, grandes atacadistas de Porto Velho e Ji-Paraná, como Mercantil Nova Era, Triangulina e Balau, não se interessavam por praças pequenas.