Atuando no ramo da agroindústria, o empresário Sérgio Fernandes Rodrigues, afirma que está sofrendo perseguição por parte da atual administração municipal de Vilhena.

O empresário acusou, em 2009, o advogado Bruno Pietrobon, então titular da Secretaria Municipal de Terras, e o servidor público Ademir Alves Lima, lotado na Pasta, de exigir dele a quantia de R$ 50 mil. O valor cobrado seria, segundo Sérgio, para propina, condição exigida para que o município concedesse a expansão da área urbana.

Por causa da denúncia de Sérgio, tanto Bruno quanto Ademir Foram presos pela Polícia Federal no dia 21 de agosto de 2009. A PF teria instalado escutas no corpo do acusador.

Fernandes, que tem uma granja onde produz ovos de galinha, disse que desde este episódio, vem sofrendo retaliações. E há duas semanas soube pelo contador de sua empresa, a Granja Cone Sul, que o município não liberou o Alvará de Funcionamento do empreendimento. A alegação para tal ato, segundo o empresário, foi a de que a empresa está localizada em uma área de expansão urbana.

O empresário reafirma que se trata apenas de perseguição e cita que há outra empresa do mesmo ramo no município, sendo inclusive mais próxima de aglomerados residências, e no entanto, não enfrenta a mesma dificuldade para trabalhar. “Não queremos prejudicar ninguém, só queremos ter o mesmo tratamento que as demais empresas”, disse Sérgio.

O empresário mostra no mapa as distâncias entre as duas empresas e a primeira casa dos setores residenciais. “A minha está na área rural, ao contrário da outra, e eu sou quem não pode trabalhar?”, questiona.

Sérgio revela que outro motivo pelo qual a administração Rover o vem perseguindo, seria a associação dele com a família Donadon. “Temos uma parceria no projeto que gerará diretamente 250 empregos para Vilhena”, disse Sérgio.

O empreendimento é uma granja de postura. O empresário revelou que o investimento será de R$ 35 milhões e será financiado pelo BNDES. “A construção começa já em janeiro e até o meio do ano estaremos produzindo”, disse.

Sérgio revelou que toda a granja será informatizada e que apenas os maquinários, que vêm da Europa, custaram R$ 14,5 milhões.

O empresário entrou com um Mandado de Segurança junto ao Tribunal de Justiça em Vilhena, para manter o alvará de funcionamento e continuar em atividade.


Veja o que já foi noticiado sobre o caso acessando os links abaixo:

http://folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=1074

 

http://folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=1094