www.folhadosulonline.com.br descobriu que um conhecido empresário do estado estaria aplicando golpes milionários na aquisição de imóveis em Rondônia e São Paulo. Cheques sem fundo e promessas de pagamento que nunca se cumpriram são as principais características das fraudes. O golpista foi identificado pelas vítimas como Milton Rodrigues Junior (FOTO – de camisa azul-marinho) e tinha a intenção em 2008 de iniciar um audacioso projeto de uma empresa que produziria biodiesel de forma sustentável no estado (veja o link no final da matéria).

Um dos lesados, ao exigir sigilo de identidade, procurou este site para relatar o caso, esclarecendo que Milton Rodrigues, ao lhe enganar, mantinha postura de empresário promissor mas, na verdade, ostentava dívidas em várias cidades. “Ele chegou a visitar o vice-governador João Cahulla para conseguir apoio do governo do estado para a construção de uma empresa de biodiesel. No entanto, assim como o financiamento no Banco da Amazônia (Basa) não deu certo, o apoio do governador não veio. Mas desde essa época ele já devia para muitas pessoas”, confidencia a vítima. Ainda segundo a pessoa, Milton adquiriu diversos terrenos rurais e urbanos em Vilhena, contudo, a maioria não foi paga.

“Aluguéis e regularizações de documentos não foram quitadas e três cheques dele no valor de R$ 10 mil voltaram. Ainda desconfio de que ele se passe por outra pessoa em determinados momentos. O nome usado seria Tadeu Picoli”, expõe o denunciante, que tenta entrar em contato com Milton há meses, porém, sem sucesso.

Por celular, outro dos que foram enganados pelo larápio, preferindo não ser identificado, falou com à reportagem do www.folhadosulonline.com.br. O ex-empresário revelou que pretendia vender um supermercado na capital de São Paulo, mas que fez mal em fechar o negócio com Milton. “Ele se apresentou a mim como influente personalidade da capital, inclusive garantindo estreitas relações com a ECOM, uma grande rede de supermercados de São Paulo. Confiante, firmei contrato com ele e passei o CNPJ de meu estabelecimento para o nome de Milton”, explica o lesado. Ainda segundo ele, o empresário desonesto teria usado o CPNJ da firma para levantar dinheiro junto a instituições financeiras como Banco Real, Santander e Itaú.

“Foram cerca de R$ 600 mil que ele embolsou às custas desses bancos, sem contar os R$ 700 mil que ele não pagou para pelo meu empreendimento. Até seu imposto de renda é falso e o carro que usa deve ser roubado. Agora meu supermercado já está nas mãos de outro que, quando o procurei, afirmou não conhecer Milton”, lamenta a vítima. De acordo com ele, as dificuldades para quitar a dívida estão cada dia maior. Mesmo com o parcelamento do montante e a ajuda de um ex-sócio, a vítima precisou vender imóveis e veículos em seu nome.

A MANCADA – Na semana passada Milton Rodrigues Junior enviou um e-mail contendo uma mensagem convidando seus contatos para um treino de pólo. Contudo, entre os contatos que receberam a mensagem estava um dos lesados por ele. Indignado, a vítima encaminhou um e-mail de resposta, também para todos os contatos, expondo os golpes que havia sofrido. No e-mail estavam anexadas a foto que ilustra esta matéria e uma cópia do CNPJ do supermercado da vítima citada a cima. Na foto está também o empresário vilhenense Valdir Arruda (à extrema esquerda), da Malhasul Uniformes, que, na época era sócio e corretor de Milton. Procurado pela reportagem do site, Valdir afirmou não ter conhecimento dos golpes e destacou a honestidade do ex-cliente. “Só fui corretor dele ano passado. Inclusive, após adquirir uma área de 8.000 hectares em Chupinguaia, Milton me pagou a comissão de forma correta. Hoje ele está sem São Paulo e sua empresa de biodiesel não está funcionando ainda, mas, pelo que sei, entrará em funcionamento em breve”, garantiu.

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O site do governo do estado divulgou a parceria que seria formada com Milton na seguinte matéria:

http://www.diof.ro.gov.br/noticias.asp?id=3536&tipo=Mais%20Noticias