"Quase todos os dias vou até o local. Incrivelmente é um local onde me sinto bem”
 
O empresário Jarcedi Hahn, que passou quase um mês no gramado de um hospital onde a mulher dele, Cristiane Fagundes Hahn, estava internada, para esperá-la ter alta, até a morte dela por Covid-19, no dia 04 de agosto deste ano, visitou o túmulo da companheira, no cemitério de Sapezal (MT), no dia de Natal.
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Mais que visitar o local onde o corpo foi sepultado, ele levou o chimarrão que ambos costumavam tomar juntos. Inclusive, no período que ela estava internada, Jarcedi passou os dias em uma cadeira de praia, em frente ao Hospital Metropolitano de Várzea Grande (MT), até o dia do falecimento.
 
O empresário disse que costuma ir até o túmulo dela quase todos os dias e que, no domingo, 26, após o natal, repetiu a visita. "Quase todos os dias vou até o local. Incrivelmente é um local onde me sinto bem. Penso que a Cristiane não morreu, ela nasceu para a vida eterna", declarou.
 
O caso ganhou notoriedade justamente porque o marido passou os dias à espera dela, na esperança de que ela tivesse alta. O FOLHA DO SUL ON LINE PUBLICOU reportagens sobre um caso (CLIQUE AQUI e releia uma delas)
 
No gramado, Jarcedi colocou duas cadeiras e dizia que aguardava a mulher ter alta para que o casal retornasse para casa, em Sapezal.
 
INTERNAÇÃO E MORTE
Cristiane, que tinha 42 anos, foi infectada pelo novo vírus, passou duas semanas em uma unidade de saúde da região onde a família morava, e foi internada no dia 11 de julho, no Hospital Metropolitano, referência para o tratamento da Covid-19 desde o começo da pandemia em Mato Grosso.
 
O caso se agravou e ela precisou, inclusive, de intubação. Mas, em determinado momento, Cristiane chegou a apresentar melhora e retirou o tubo. Contudo, dias depois, ela apresentou piora no quadro de saúde e foi intubada novamente.
 
Ela deixou o marido e três filhos.