O empresário Thiago Henrique dos Santos Vieira resolveu se pronunciar sobre as suspeitas de que sua empresa, a Kipé Magazine, teria ganhado uma licitação de forma irregular na Prefeitura de Vilhena. Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, revelou a firma da qual é sócio está habilitada para vender também móveis para escritório. Também rebateu as denúncias de que o preço das cadeiras que deveria fornecer ao município estariam superfaturadas.
Os indícios de irregularidades foram tema de debates acalorados na Câmara Municipal, quando os vereadores Júnior Donadon (PMDB) e Valdete Savaris (PPS) revelaram, da tribuna, achar estranho uma loja de calçados vender mobiliário corporativo para a prefeitura. Os dois parlamentares também consideram que as cadeiras adquiridas por pregão presencial apresentavam valores bem acima dos praticados no mercado.
Thiago disse que, além de vender calçados e artigos esportivos, a Vieira e Rocha Ltda., cujo nome fantasia é Kipé Magazine, tem no contrato social habilitação para atuar como representante de outras indústrias. A empresa, portanto, segundo o sócio, possui amparo legal para ser revendedora varejista de outros segmentos. Inclusive, foi na condição varejista móveis que ela ganhou o certame para fornecer as cadeiras. “Concorri com uma rede eletrodomésticos e com um loja tradicional da cidade e tudo está registrado na ata da licitação”, garante.
Quanto ao preço das cadeiras, Thiago argumenta: “Obedeci às especificações técnicas previstas no edital. Claro que se for comparar o modelo descrito com uma cadeira comum, o preço do item vai parecer superfaturado. Mas não é, basta conferir toda a documentação”, orienta.
Thiago revela que participa de licitações em todo o país e, recentemente, ganhou uma disputa para fornecer brindes para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na 3ª Região, em Belo Horizonte (MG).
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