Prefeito de Cabixi figura na ação como avalista do vendedor, que não entregou o combinado
 
Causou espanto na pequena cidade de Cabixi, esta semana, o comboio de caminhões mobilizado para retirar de um depósito local, mais de 47 mil sacas de milho. Os grãos foram arrestados com ordem judicial por uma empresa do agronegócio com sede em Rolim de Moura, na Zona da Mata de Rondônia.
 
Segundo apurou o FOLHA DO SUL ON LINE, um contrato para a compra de 30 mil sacas de milho, datado de 2024, previa a entrega do material até o dia 31 de julho deste ano, o que não foi feito pelo vendedor, que é produtor rural em Cabixi.
 
A empresa levou o caso à justiça e os advogados dos executados (três pessoas físicas e um posto de combustíveis) ainda tentaram uma manobra jurídica, alegando que o caso não deveria ser julgado na comarca de Rolim de Moura, mas o magistrado de Colorado do Oeste não aceitou, autorizou a retirada do milho e remeteu os autos para lá. Com a atualização do débito, os caminhões levaram de Cabixi para Rolim, as mais de 47 mil sacas de milho, avaliadas em mais de R$ 3 milhões.
 
Um dos que figuram no polo passivo da ação judicial é o atual prefeito de Cabixi, Silvano Almeida do MDB. Ao FOLHA DO SUL ON LINE, ele alegou que apenas foi avalista do contrato firmado com a empresa compradora por um familiar.
 
Como estava em Porto Velho ao ser contatado pelo site, o político, que também é produtor rural, alegou não ter como ser manifestar sobre o “confisco” do milho.