Família teme pela vida do jovem e nega que ele seja do PCC
 
Na tarde deste sábado, 13, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com a esposa do pedreiro Patrício Tales Landvoigt Alves Santos, 24 anos, morador de Vilhena que foi sequestrado há três dias na cidade de Campos de Júlio (MT), onde estava trabalhando na construção de um barracão.
 
Segundo a entrevistada, o marido havia ido há um mês para a cidade mato-grossense e teria sido acusado de pertencer a uma facção criminosa, coisa que a mulher dele nega. Um grupo de pelo menos 08 homens, alguns deles armados, invadiram o alojamento e fizeram outros trabalhadores reféns, mas levaram apenas o vilhenense.
 
O celular de Patrício foi mantido ligado por três horas após ele ser sequestrado. Aparentemente, ele está sendo mantido em poder do grupo criminoso Comando Vermelho, e a família teme por sua vida, mesmo ele negando fazer parte da facção rival PCC.
 
Um dia antes de ser levado, o construtor foi abordado por suspeitos, que perguntaram se ele era faccionado. Após ele negar, foi obrigado a gravar videochamada, mas não há informações sobre com quem e o que ele conversou.
 
Os sequestradores avisaram que o vilhenense seria submetido ao “tribunal do crime”, órgão do submundo que faz o julgamento com base nas regras definidas pela própria facção, e que muitas vezes acaba com a execução sumária do acusado.
 
Um Boletim de Ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Vilhena por familiares da vítima, que não mantém contato com ninguém desde que foi levado contra a vontade para um local incerto na quarta-feira, 10. Patrício veio de Buritis para Vilhena em 2013. O FOLHA DO SUL ON LINE segue acompanhando o caso.