Os policiais civis de Vilhena acompanharam na manhã desta sexta-feira, 30, os alunos da escola Zilda da Frota Uchôa até a nascente do Igarapé Pires de Sá onde a escola desenvolve o projeto de recuperação da mata ciliar.

 

Os policiais ajudaram os alunos na limpeza das mudas já plantadas e plantaram novas mudas de árvores. 

 

Antes de porem a mão na massa, os policiais e alunos ouviram do agrônomo que acompanha o grupo, as orientações de como preparar o solo com adubos orgânicos e outros compostas para receber a planta.

 

Depois, os policiais e alunos iniciaram o plantio das mudas e a limpeza das arvores já plantadas. Enquanto um grupo cuidava do plantio, outro carpia o capim dos troncos das árvores. 

 

Segundo a professora Ana Neri, o projeto de reflorestamento das nascentes, que se aproxima de fazer 10 anos de existência, visa a recuperação das áreas degradadas e a manutenção de áreas com matas nativas. 

 

Ela disse ainda que na área já foram plantadas diversas espécies de árvores, entre elas itaúba, cerejeira, mogno, cajueiro e pinho cuiabano.

 

Hoje faz 12 dias que a Polícia Civil está em greve. A ida dos policiais junto com os alunos ao projeto faz parte das ações dos grevistas que já fizeram passeata com apitaço e doaram sangue. 

 

O governo continua sem negociar com a categoria sob a alegação de que os policiais civis de Rondônia têm um dos maiores salários do Brasil. Mas, o movimento grevista afirma que a paralização nada tem haver com salários, e sim com melhores condições de trabalho, promessas que foram feitas, segundo o sindicato da categoria, na paralização de junho, e que não foram cumpridas pelo governo. “A categoria está unida, neste momento está havendo manifestações na capital e em outras regionais e nós e a greve continua até que o governo cumpra o que prometeu”, disse um dos grevistas.