O médico de Juína, cidade matogrossense que fica a 240 km de Vilhena, Emilio Populo Souza Machado (FOTO), 31, foi preso no fim da tarde de ontem (segunda-feira, 30) por “supostamente” ter ameaçado um policial militar da Força Tática durante o atendimento a uma ocorrência policial envolvendo a briga entre dois irmãos.
 

Segundo o Aspirante PM, Jhonnatan, a guarnição foi chamada para atender uma ocorrência policial envolvendo a briga dos irmãos, em que um deles estava portando um facão. Ao chegar no local, Emilio que fazia atendimento médico a um dos envolvidos, ameaçou o policial, dizendo que se ele registrasse a ocorrência, iria sofrer as conseqüências, o que resultou em sua condução para o Copom e posteriormente a delegacia de polícia.
 
 

Ainda relata o boletim de ocorrência o seguinte: que os policiais quase foram impedidos de prosseguir com a ocorrência, porque Emilio, utilizando de palavras em tom ameaçador, dizia que não era para a polícia estar ali, pois se tratava de uma briga de família.  O suspeito usou as seguintes palavras: "Já estou ligando para o coronel; vocês não sabem trabalhar; já já  o governador vai estar comigo na linha". Em todo momento o senhor Emilio tentava coagir a guarnição dizendo que "o coronel já esta chegando, vamos ver o que vai acontecer! Vou ter que ensinar a vocês como se trabalha, pois vocês não estão fazendo nada direito. Vocês estão falando com o secretário de saúde e isso não vai ficar assim”.
 

Um site da cidade de Juína procurou o médico para ouvir sua versão. Ele contou que foi chamado pelos familiares para um atendimento médico. E deu uma versão bem diferente da relatada no BO.
 

“Eu fui chamado pelo pessoal da família para conter um paciente. Cheguei lá e a policia estava com a pistola e uma doze apontada na cabeça do sobrinho do prefeito. Então eu disse ao policial: ‘Meu amigo não é esse não, o agressor é o que está lá em cima’. O policial disse: ‘Você quer me ensinar a trabalhar?’ Eu respondi a ele: ‘Rapaz, você está com uma pistola e a doze miradas para o cidadão, está errado’. Foi nesse momento que ele disse que eu estava preso por desacato”, contou Emilio.
 

O médico foi conduzido à delegacia de polícia e deverá responder por crime de ameaça caso o policial represente criminalmente em seu desfavor.