“Nosso problema é essa bicha que tá fodendo nós”, disse um dos investigados no WhatsApp
 
O juiz Vagner Dupim Dias, da 3ª Vara de Juína, cidade de Mato Grosso a 240 km de Vilhena, proibiu quatro pessoas de se aproximarem do promotor de Justiça, Marcelo Linhares Ferreira (FOTO). O grupo seria composto por comerciantes que não aceitam medidas restritivas de circulação de pessoas – e o consequente fechamento do comércio, postura defendida pelo Ministério Público do Estado vizinho em face da pandemia do novo Coronavírus.
 
Roberto Castilho Cortez, conhecido como “Robertinho”, Celso da Silva, Osvaldo Alves Nardy, vulgo “Doido”, e Claudinei Alves de Souza, o “Raposão”, teriam feito ameaças ao promotor de Justiça num grupo de WhatsApp chamado “Amigos de Juína”.
 
Robertinho teria enviado dois áudios no grupo dizendo: “bota pra fudê, por o promotor no lugar dele, essa imundiça, desgraça”. Ele também teria dito:  “nosso problema é essa bicha que tá fodendo nós”. Ele também sugere “reunir o povo”, ao falar “quero ver se tem polícia dentro de Juína pra embarcar 5, 6, 10 mil pessoas, revoltadas”.
 
Já Osvaldo Alves, o “Doido”, falou para a população partir “em riba desse promotor”. Raposão, por sua vez, acha que o membro do MPMT quer “ferrar” com ele e os comerciantes de Juína.
 
As medidas protetivas têm prazo de seis meses. Os quatro suspeitos terão que manter uma distância mínima do promotor de 200 metros, e não podem manter nenhum tipo de contato (verbal, email, telefone, mensagens etc) com ele ou qualquer outro membro de sua família.