Num município do Cone Sul em que a maioria dos vereadores não sabe usar corretamente sequer computadores convencionais, a Câmara resolveu comprar 18 notebooks. Em Chupinguaia, a licitação para a aquisição dos equipamentos já foi feita, mas as máquinas ainda não chegaram.

Quem deflagrou o processo foi o presidente da Casa, Valmir Passito (PMDB), que sequer justificou o gasto junto aos colegas. Outros parlamentares criticam publicamente a compra dos aparelhos, alegando que haveria destinação melhor para o recurso empregado.

O número de notebooks à disposição do Legislativo chupinguaiense é exatamente o dobro de membros da Câmara, composta por nove edis. Parlamentos maiores na região e no Estado, caso de Vilhena, não oferecem tal regalia aos vereadores.

Além desta transação suspeita polêmica, Passito é acusado de desobedecer propositalmente uma recomendação da justiça para que mantenha no ar o Portal da Transparência. Desativado desde a posse do dirigente, a página eletrônica deveria mostrar aos munícipes como é gasto o repasse feito pela prefeitura à Câmara.

O FOLHA DO SUL ON LINE aguarda contato do parlamentar para que ele se manifeste sobre as acusações.