A diretora Kathryn Bigelow já esperava muita polêmica quando resolveu produzir o longa "A Hora Mais Escura", que mostra os bastidores da caçada ao terrorista Osama Bin Laden, morto em maio de 2011 durante uma ação militar dos Estados Unidos.

 

Depois de receber críticas de alguns parlamentares norte-americanos, como os senadores John McCain (republicano e ex-candidato presidencial), Diane Feinstein e Carl Levin, agora foi a vez de Michael Morell, diretor da CIA. A maior reclamação é por causa daas cenas que revelam o abuso de tortura com prisioneiros.

 

"O filme cria a impressão de que as técnicas de interrogatório que fazem parte do nosso programa de detenção foram a chave para encontrarmos Bin Laden. Essa impressão é falsa", afirmou Morell em uma carta aberta publicada no site da CIA. 

 

"A cineasta toma liberdades ao retratar funcionários da CIA e suas ações, incluindo algumas pessoas que morreram enquanto serviam seu país. Não podemos permitir que uma produção de Hollywood prejudique a memória deles", completou.