A Eletrobras Distribuição Rondônia, dentro do esforço de colocar o recebimento de contas em dia, estará promovendo a suspensão do fornecimento em prédios públicos de Prefeituras Municipais inadimplentes no Estado, cuja dívida chega a R$25 milhões.

Das 52 prefeituras de Rondônia, 22 estão adimplentes, 02 em negociação e 28 possuem débito, o que corresponde a 58% de inadimplência. O Diretor Comercial da Eletrobras, Luiz Armando Crestana, ressaltou as consequências desse descumprimento: “é uma situação em que todos saem perdendo: a Distribuidora, o Poder Público e a sociedade em geral. Faltam recursos que seriam destinados a investimentos na melhoria e na expansão do sistema elétrico e se criam passivos que terão que ser pagos no futuro”, afirmou.

Desde 03 de dezembro, 30 equipes estão reforçando os serviços de suspensão no fornecimento de energia elétrica por atraso no pagamento das unidades consumidoras que já receberam o reaviso do vencimento.

Neste ano com relação à classe privada (residencial, comercial, industrial e rural), a empresa está concedendo, em caráter excepcional, a condição de pagamento das contas sem a incidência de juros, multa e correção, para pagamentos efetuados até o dia 28 de dezembro.

A inadimplência corrente da distribuidora atinge R$ 243 milhões, tendo crescido 33% neste ano. Este débito está distribuído pelas Classes de Consumo conforme segue: Serviço Público (empresas de água e esgoto): 34% (83 milhões), Residencial: 32% (77 milhões), Poder Público: 12% (29 milhões), Comercial: 10% (23 milhões), Industrial: 7% (18 milhões) e Rural: 5% (13 milhões).

EM VILHENA – Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, um funcionário da Eletrobrás disse que a Prefeitura de Vilhena deve cerca de R$ 6 milhões à estatal. Este montante se refere apenas aos quatro anos da administração Zé Rover. A outra parte da dívida, bem maior, parou de crescer após a Câmara de Vereadores aprovar, por iniciativa do prefeito, uma taxa paga pelos contribuintes para cobrir os gastos com a iluminação pública.
Conforme o servidor, a companhia pretende derrubar na justiça as liminares conseguidas pelo município e que impede o corte de energia em órgãos públicos. Neste caso, diz a fonte, apenas escolas, postos de saúde e hospitais, que prestam serviços considerados essenciais, deixarão de ter o fornecimento suspenso.