“Saí dali na própria bicicleta, e só mais tarde vi minha imagem e a placa da moto pilotada pelo eu filho no FOLHA DO SUL”
Envolvido em uma transação comercial iniciada pelo Facebook e que acabou virando caso de polícia em Vilhena, o eletricista automotivo Valdeci Rosa de Souza, 42 anos (FOTO), esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã deste sábado, 9, para dar sua versão sobre o episódio.
Ontem, este site publicou os detalhes da história, ao revelar como a venda de uma bicicleta elétrica por um rapaz de 18 anos expôs a imagem de Valdeci e seu filho, que foram juntos à casa do jovem. Existem indícios de que comprador e vendedor podem ter sido ludibriados, e o negócio deve acabar na justiça (ENTENDA AQUI).
Valdeci contou que, ao ver a bicicleta sendo anunciada por R$ 1.800,00 no Facebook, ligou para o número de contato veiculado junto à postagem na rede social. O homem que atendeu enviou uma nota fiscal (falsa) e o orientou a ir buscar a bicicleta elétrica no endereço de “um irmão da igreja”.
O eletricista garante que, ao chegar ao local indicado, perguntou se a bicicleta era do rapaz, e ele teria dito que o verdadeiro dono do veículo era “um irmão da igreja”, que estaria vendendo barato para custear um tratamento de saúde.
Após fazer uma transferência por pix para o golpista (mas em uma conta em nome de lima mulher), o comprador perguntou ao rapaz se estava tudo certo, ele disse que sim, e entregou o veículo, junto com a chave e outros acessórios. Detalhe: o pix foi feito na casa do rapaz, que teria testemunhado a transação virtual.
“Com a autorização do vendedor, eu saí dali na própria bicicleta, e só mais tarde vi minha imagem e a placa da moto pilotada pelo meu filho no FOLHA DO SUL”, conta Valdeci, que imaginou que tivesse feito um negócio lícito, e acabou sendo acusado de furto
DEU BO
O eletricista decidiu ir à polícia após a reportagem deste site. Na Unisp, o mesmo rapaz que havia entregado a bike a ele também foi encontrado registrando queixa, junto com a fotógrafa que havia gravado vídeos e publicado nas redes sociais denunciando o que seria um golpe.
A versão apresentada pela suposta vítima na polícia, porém, havia mudado: ele disse que a bicicleta era mesmo sua e que tinha negado a propriedade dela por orientação do golpista, com quem teria conversado. Também garantiu ter a nota fiscal do veículo, mas não apresentou o documento.
O comprador disse que não irá devolver a bicicleta e, desconfiado, quer que a justiça decida quem está aplicando golpe em quem. Também pretende processar a fotógrafa, que mesmo após o registro do BO, estaria, segundo diz, publicando vídeos insinuando que ele cometeu ilegalidades.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 09 de Agosto de 2025, às 10:40