Um índio da etnia Xavante procurou um site de notícias de Vilhena esta semana para denunciar supostos crimes eleitorais que teriam sido cometidos pelo prefeito Zé Rover (PP) na campanha deste ano. Em uma gravação editada em vídeo, o suposto cacique Luís Antônio Tsihoridzadatsu disse que, durante a disputa política, o mandatário vilhenense teria feito promessas nas aldeias em troca de votos.
O “morubixaba”, dono de um vocabulário variado, indicativo de que já é “aculturado”, acusou o prefeito de prometer uma caminhonete caso obtivesse apoio entre as etnias da região. Com a ajuda de um servidor da Funai, disse o índio, Rover teria convencido os silvícolas a transferirem seus títulos de Chupinguaia para Vilhena.
Apesar da falta de provas das acusações que fez, Tsihoridzadatsu provocou irritação entre os partidários do prefeito, que levantaram sua ficha na justiça, como forma de demonstrar que suas declarações são, no mínimo, suspeitas.
De acordo com um documento com timbre da Secretaria de Justiça do Amazonas, o autor das denúncias tem 48 anos, vem de aldeia Santa Luzia, no Mato Grosso, e já teria sido condenado, em 2006 a um ano e três meses de prisão. Conforme a declaração, o “cacique” foi denunciado por vários crimes: estelionato, falsa identidade, usurpação de função pública e também por incitar publicamente a prática de crime.
Embora não tenha citado nomes, o aliado de Rover que resolveu responder às acusações do índio diz ter indícios de que um conhecido líder político local estaria por trás da “armação” do xavante. “É gente que ainda não se conformou com a derrota e que tenta provocar um segundo turno em Vilhena. Seria até engraçado se não fosse uma tentativa descarada de ludibriar a Justiça Eleitoral”.
O FOLHA DO SUL ON LINE abre espaço para que o suposto líder xavante repita aqui as acusações feitas. Ele também poderá se pronunciar sobre as denúncias anônimas enviadas a vários veículos de comunicação que o acusam de receber R$ 100 para dar as declarações.