Um assassinato sem solução e duas pessoas desaparecidas. A partir deste enredo, a polícia de Vilhena está, há um mês, às voltas com um mistério que desafia os investigadores.
No dia 18 de fevereiro deste ano, o corpo do fazendeiro Adilson Minski (FOTO PRINCIPAL), de 43 anos, foi encontrado nas proximidades do distrito do Guaporé, a 90 quilômetros da cidade. O cadáver apresentava quatro perfurações de bala e sinais de tortura, como a marca de uma algema nos pulsos. Até agora, a polícia não tem pistas consistentes que levem ao autor da execução ou revele os motivos do crime.
Porém, além do homicídio do próprio Adilson, que era conhecido como “Fernando”, as investigações também terão que descobrir o paradeiro de outras duas pessoas ligadas a ele. Uma é um homem identificado apenas como “Carlão”, que sumiu no mês de dezembro do ano passado, deixando apenas seus documentos e roupas na fazenda de Minski, de quem era empregado.
O outro desaparecido é Osmar Cardoso Moraes (NO DETALHE), de 35 anos, conhecido como “Mário”, um ex-frentista que atuava no posto Imperador, em Vilhena. A família não tem informações sobre seu paradeiro desde o dia em que o corpo de Adilson foi resgatado.
Segundo explica um parente de Osmar, ele trabalhava cuidando de carneiros na propriedade de Minski, que estava arrendada para um empresário vilhenense. O ex-frentista teria revelado à família que, meses atrás, chegou a ver uma carreta carregada de cassiterita encostar na propriedade e ser esvaziada.
A família de Moraes já foi ouvida pela polícia, mas diz que as autoridades não informam se ele está vivo ou morto. Mas um irmão do rapaz revela seu desânimo:”Infelizmente, acho que mataram ele. E esse crime tem muito mais coisas do que a gente imagina”, avalia.