Despachante, empresário e sua funcionária foram conduzidos à Unisp
Na manhã de ontem, a Polícia Militar foi acionada e compareceu na Ciretran, em Vilhena, onde a discrepância de valor que constava em um documento usado para a transferência de veículos, conhecido como ATPV, apresentava indícios de possível falsidade ideológica.
Segundo um funcionário do órgão, no documento ATPV (Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo) relativo a uma picape Toyota Hilux, ano 2024, constava R$ 310 mil como valor de venda. No entanto, ao proceder consulta ao sistema do Detran, o servidor constatou que o valor originalmente registrado na base de dados era de R$ 270 mil, configurando divergência entre o total declarado fisicamente e o que constava no sistema oficial.
Com a guarnição ainda no local, chegou ao órgão estadual o dono de uma garagem de veículos na cidade, que confirmou ter contratado o despachante que havia apresentado a ATPV para intermediar a transferência da caminhonete para o comprador
Junto com o empresário, estava uma funcionária dele, responsável pela emissão do documento, que disse ter percebido a discrepância de R$ 40 mil nos valores, mas não conseguiu alterar as informações no sistema. Além disso, ela admitiu que, por esquecimento, não cancelou o documento emitido com o valor errado.
Diante da possibilidade de fraude, o que resultaria em prejuízo para os cofres públicos, os três envolvidos (despachante, empresário e sua funcionária) foram conduzidos até a Unisp, junto com a documentação suspeita.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Maio de 2025, às 16:06