“Em 2020, vimos os casos surgirem em Porto Velho e, em pouco tempo começarem as contaminações em Vilhena
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE na tarde desta terça-feira, 30, o secretário municipal de Saúde de Vilhena, Wagner Borges, demonstrou preocupação com uma quarta onda de Covid-19 que pode chegar à cidade a qualquer momento.
O titular da Semus explicou que nas outras crises provocadas pela pandemia na cidade, a situação começou exatamente como está acontecendo agora: contágios em massa em outras cidades, que tiveram seus leitos lotados pelos infectados.
Segundo Wagner, em algumas das maiores cidades de Rondônia (Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná e Cacoal), os casos de Covid estão disparando, segundo narram a ele os secretários de Saúde desses municípios.
“Em 2020, vimos os casos surgirem em Porto Velho e, em pouco tempo começarem as contaminações em Vilhena. Precisamos adotar providências para evitar que aquela tragédia se repita”, argumentou Wagner.
O secretário disse que a população precisa manter os cuidados para evitar as contaminações, os mesmos que eram pedidos nas fases mais agudas da pandemia: uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações.
“VACINEM-SE!”
Nesta semana, Vilhena começou mais uma campanha de vacinação: a cidade dispõe de mais de 20 mil doses, que estão sendo aplicadas de segunda a sexta-feira nos postos de saúde e na faculdade Avec. No sábado, a aplicação das vacinas acontecerá das 8:00h às 20:00h. No distrito de Nova Conquista, a vacinação no sábado será das 8:00h às 13:00h. As pessoas que já tomaram a segunda dose também já podem receber a terceira esta semana.
POPULAÇÃO RELAXA
Diante do arrefecimento da pandemia por causa da vacinação, que reduziu internações e mortes, muitas pessoas passaram a ignorar os cuidados para evitar o vírus. “Toda hora encontramos gente sem máscara e se aglomerando no comércio. Estamos fazendo um apelo para que todos mantenham a proteção”, pede Borges.
NEGACIONISMO QUE MATA
A maioria das internações atualmente é de pessoas que não tomaram a vacina ou que estão com a imunização incompleta. Embora a maioria da população vilhenense já esteja imunizada contra o vírus, os que continuam se recusando a tomar a vacina, mesmo sendo minoria, contribuem para ajudar o vírus a se propagar e a sofrer mutações. Além de colocar suas próprias vidas em risco, os negacionistas também ameaçam a saúde de pessoas idosas, acamadas e portadoras de doenças crônicas.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 30 de Novembro de 2021, às 16:42