Pelo menos 40 toneladas de calcário de primeira qualidade compradas com dinheiro de dezenas de produtores rurais e trazidas de Cáceres (MT) no final do ano passado estão jogadas ao relento, sob sol e chuva, à beira de uma estrada de terra dentro do campo experimental da Embrapa.
O Governo do Estado cedeu uma carreta bi-trem para ir buscar o calcário, a prefeitura forneceu o óleo diesel e os produtores rurais pagaram 30 reais a tonelada.
Por causa de desentendimentos entre a Secretaria de Obras e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, não existe previsão de quando a caçamba e a pá-carregadeira da prefeitura estarão disponíveis para carregar o produto.
Enquanto isso, o calcario, essencial para a correção de solo na maioria das pequenas propriedades de Vilhena, empedra sob a chuva, fica ainda mais pesado e vai se tornando praticamente inservível: para ser utilizado, precisa agora passar por um triturador/pulverizador, inexistente na maioria das associações de produtores que compraram o produto.