O estudante vilhenense Kaoe Masiaga Mendes, de 18 anos, finalista do II Concurso de Videos de Curta Metragem promovido pelo Ministério Publico de Rondônia, foi desclassificado na fase final da competição, apesar de ter chances reais de vencer a disputa.
Segundo o estudante, que ficou em 4º lugar, a empresa OI teve grande parte da responsabilidade em sua desclassificação. Uma “pane” no sistema de banda larga, no Dia de Finados, 02 de novembro, restringiu a divulgação do video de Kaoe, que programou fazer uma imensa campanha nas redes sociais para competir com os demais candidatos. Não foi o que aconteceu. Apesar de terem internet de 5 mega e três computadores em casa, ele e sua familia, que estavam empolgados com a ideia de representar Vilhena no concurso e esperavam passar horas do dia e da noite ajudando a divulgar o video, se frustraram porque só tiveram acesso à internet no dia 08, à tarde, na véspera de acabar o prazo estipulado pelo edital para o encerramento dos acessos, previsto entre os dias 06 e 09, até as 09 horas. Como o critério de seleção da fase final era a visita pública ao video no youtube, Kaoe não conseguiu mobilizar sua rede a tempo de competir em condições de igualdade.
“Só descobrimos o problema porque meu irmão entende um pouco de informática e constatou que o modem da OI estava queimado. Como não havia mais tempo para esperar a reposição por parte da empresa, meu pai comprou outro para podermos aproveitar as últimas horas que restavam para pedir ajuda nas redes sociais”, disse Kaoe.
O estudante disse que vai acionar a OI no Procon de Vilhena. Ele quer uma reparação de danos pelos prejuizos causados pela empresa. Segundo ele, a OI não presta um serviço de qualidade no dia a dia, mas daí a não oferecer a conexão quando as pessoas mais precisam, causando danos aos clientes, é caso de reparação de danos. Quinze dias depois pane, a OI ainda não repôs o modem, que é de responsabilidade da empresa.