Roberson da Silva Cabral, 22, mora com sua mãe Rosa Maria, e o padrasto Benedito José de Souza, 38 anos, na Rua 836 n. 1780, bairro Nova Vilhena. Na quarta feira, 09/12, por volta das 15h, Rosa Maria, que é mototaxista, chegou em casa e encontrou o rapaz, conhecido também por “Robinho”, ouvindo música com o volume no máximo. O jovem em companhia de uns dez outros amigos tomando cachaça.
Segundo o padrasto de Robinho, além da bebida, ele estava consumindo drogas com os amigos. Benedito diz que o rapaz, embora seja pai de uma menina, vive às duas custas e da própria mãe.
Quando a mototaxista entrou em casa e baixou o som, chamando a atenção do filho quanto à baderna causada dentro de casa, o dependente químico se exaltou, dizendo que iria fazer o que bem entendesse e ameaçou agredir sua mãe. Rosa, então, saiu e foi trabalhar. Às 18:00h, a mãe voltou e seu filho ainda estava “nos embalos”. Ao ser novamente advertido, Robinho resolveu desfiar Rosa, dizendo que iria agredi-la a socos. Foi quando seu padrasto, tomando as dores da esposa, disse que não permitiria a agressão, mas o viciado disse que Benedito não passava de um “merda”. Robinho se armou contra o padrasto, e na briga os dois rolaram no interior da casa, quebrando até utensílios e revirando a mobília da sala de estar. Benedito conseguiu tomar uma enxada que era utilizada pelo enteado e desferiu um golpe em sua cabeça.
Após a luta corporal, Benedito também saiu escoriado. A polícia foi acionada e a mototaxista registrou queixa contra o próprio filho, dizendo que esta não é a primeira vez que ele a espanca. Em seu depoimento, a mãe disse que esta havia sido a primeira reação do marido diante da violência do enteado. Após pretar depoimento na DPC, Benedito foi liberado, mas Robinho foi mantido preso, com base na Lei Maria da Penha, que coíbe violência doméstica. O rapaz poderá pegar até 3 anos de prisão pelo ataque à mãe.