A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso
 
Três anos após reintegrar ao serviço público municipal o médico veterinário José Aparecido de Oliveira, demitido após revelar um escândalo em Colorado do Oeste, a justiça de daquela comarca condenou uma das servidoras envolvidas no esquema.
 
Na época, após entrevistar José, o FOLHA DO SUL ON LINE publicou a luta dele para voltar à sua função na prefeitura. O site também revelou como funcionava o esquema de desvio de salários, no qual estavam envolvidas mãe e filha, ambas funcionárias do município (LEMBRE AQUI).
 
Hoje, mesmo sem mencionar a cidade onde o caso se passou, o site Rondônia Dinâmica, de Porto Velho, publicou detalhes da condenação da denunciada, que já estava afastada das funções (LEIA ABAIXO):
 
A Justiça de Rondônia, por meio da 1ª Vara de Colorado do Oeste, proferiu sentença condenando uma ex-servidora por atos de improbidade administrativa que resultaram em prejuízos significativos aos cofres do município.
 
Segundo a decisão, ela manipulou o sistema de folha de pagamento da prefeitura para obter vantagens financeiras indevidas para si e para sua mãe, totalizando um desvio de R$ 391.400,43.
 
De acordo com os autos, a acusada, que ocupava o cargo de Coordenadora de Administração no município, utilizava seu acesso ao sistema de folha de pagamento para alterar valores e inserir dados falsos, beneficiando-se diretamente com aumentos em sua própria remuneração e de sua genitora.
 
A ex-servidora também contraiu diversos empréstimos consignados sem que os descontos fossem devidamente registrados em sua folha de pagamento, o que resultava no pagamento das parcelas pelo erário.
 
A sentença determina a perda da função pública que ela exercia, caso ainda estivesse ocupando o cargo, além da suspensão de seus direitos políticos por 10 anos.
 
Ela também foi proibida de contratar com o poder público ou de receber benefícios fiscais e creditícios pelo mesmo período. A sentenciada foi ainda condenada a ressarcir o valor integral do prejuízo causado e a pagar multa civil equivalente ao montante desviado.
 
O processo também envolveu o irmão dela, acusado de participação no esquema ao adquirir um veículo de origem ilícita. No entanto, a Justiça concluiu que não havia provas suficientes de dolo na conduta dele e, por isso, o absolveu das acusações de improbidade administrativa.
 
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.