Homem que cometeu o feminicídio revelou detalhes exclusivos ao FOLHA DO SUL
 
Antes de ser interrogado na Unisp, em Vilhena, onde se apresentou sem advogado, logo após desferir 15 facadas na ex-esposa na tarde desta terça-feira, 9, o construtor de 39 anos assumiu o feminicídio e explicou porque desferiu o violento ataque.
 
A vítima, Gleiciane da Silva Souza Gomes, resgatada no bairro Embratel, morreu logo após dar entrada no Hospital Regional de Vilhena, onde chegou já em parada cardíaca. Ela tinha 31 anos, atuava como autônoma e era filha de um comerciante (ENTENDA AQUI).
 
De acordo com o assassino confesso, que é pedreiro, ele estava trabalhando em uma obra, quando chegou um homem acompanhado da esposa grávida. Esta gestante disse que a esposa do construtor estava tendo um caso com o marido dela, e também com outros dois homens: um que andava em um carro preto, e outro que usava uma bicicleta.
 
“Moço, depois de ouvir aquilo eu não tive mais condições de trabalhar. Fui pra casa, tomei um banho e comecei a conversar com minha ex-esposa pelo WhatsApp. Ela negou esses relacionamentos, e aí eu resolvi ir lá na casa dela, conversar pessoalmente”, contou o entrevistado.
 
Depois do diálogo e de retornar para sua casa, o pedreiro abriu o Instagram da ex em seu próprio celular e descobriu, segundo disse, quem era o homem com quem ela tinha admitido estar “conversando”: era o mesmo que o havia procurado dias antes, pedindo emprego como ajudante. “Esse era o da bicicleta”, explicou o entrevistado. O homem desistiu do serviço alegando que precisaria cuidar dos pais.
 
Conforme o relato feito ao site pelo autor do crime, ao identificar o atual namorado da ex, ele pegou uma faca e retornou à casa de Gleiciane, com quem teve um filho, hoje com 12 anos. O menino estava na escola e o casal se sentou em um banco na frente da residência para conversar.
 
Mesmo garantindo que a intenção não era matar a antiga companheira, de quem se separou após a relação dos dois “esfriar”, o homem nascido na cidade de Colorado do Oeste, disse que a situação saiu do controle após Gleiciane impedir que ele acessasse o celular dela.
 
Na luta corporal entre os dois para pegar o aparelho, e dominado pelo ciúme, o homem que viveu por 14 anos ao lado da vítima, de quem estava separado havia cerca de 10 dias, disse que sua visão “escureceu” e ele desferiu as estocadas que a levaram à morte.
 
O site segue acompanhando os desdobramentos da tragédia, e soube, por uma pessoa próxima, que o filho do casal envolvido no crime passional está sendo assistido por um psicólogo para lidar com a situação.