A TAM, empresa aérea do grupo Latam Airlines, disse nesta terça-feira (27) que seu programa de reestruturação de adesão voluntária teve adesão de mais de 50% dos tripulantes envolvidos no plano, que prevê o corte de 811 postos - dessa forma, esses 50% representam mais de 400 funcionários.

O programa foi assinado no começo deste mês entre a TAM e o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), em reunião no Ministério Público do Trabalho. Estão envolvidos no plano cargos de pilotos, copilotos e comissários.

“O alto índice de adesões nos permitiu reduzir os desligamentos compulsórios. Acreditamos que isso foi possível graças à forma transparente como o processo foi conduzido, em respeito aos nossos funcionários e suas famílias. Negociamos sempre e, juntamente com os legítimos representantes de nossos tripulantes, buscamos alternativas para o ajuste”, disse por meio de nota o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, em nota.

A TAM não informou a quantidade nem a porcentagem exata de funcionários que adediram ao plano, mas nega que tenha demitido qualquer funcionário além dos que adediram.

Já o sindicato afirma que está fazendo o acompanhamento das demissões e checando se o acordo está sendo respeitado e enviará, posteriormente, uma nota oficial com o balanço.

Em nota enviada à imprensa, a TAM considerou o índice de adesão alto e ressaltou que isso lhe permite reduzir os desligamentos compulsórios.

"Com o ajuste, a companhia vai adequar o quadro de comandantes, copilotos e comissários à realidade operacional em vigor na empresa - funcionários de outras áreas não foram afetados. A companhia convive com alta significativa dos custos, o que a levou a reduzir a oferta, no acumulado de 2011 até agora, em 12% no mercado doméstico", afirmou a TAM no comunicado.

De acordo com a companhia, essa alta de custos a levou a reduzir a oferta, no acumulado de 2011 até agora, em 12% no mercado doméstico.