“A polícia vai até onde ela pode e estamos fazendo de tudo para elucidar esse caso, porém, não depende só de nós”
 
Em entrevista concedida à reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã de ontem (quinta-feira, 03), o delegado Núbio Lopes de Oliveira, titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, falou sobre o andamento das investigações do caso de uma criança de 12 anos, assassinada há uma semana no bairro Maria Moura.
 
O caso, que repercutiu em nível nacional, vitimou o menino Victor Davy da Silva Pedrosa com um único disparo de arma de fogo, que segundo a perícia, entrou no corpo dele de forma lateral a cerca de 5 centímetros do mamilo direito e atingiu o coração. A bala ficou alojada nas costas, contradizendo as primeiras informações de que teria atravessado seu corpo e atingido o braço de seu colega de apenas 10 anos (ENTENDA AQUI).
 
“Antes de atingir o Victor, o projétil acertou de raspão o braço do coleguinha dele, e as lesões de ambas as vítimas mostram que o disparo foi efetuado de cima para baixo, isto é, por alguém maior que eles em estatura”, relatou Núbio.
 
Porém, apesar do avanço nas investigações, que já colocou um suspeito sob tutela da justiça, através de mandado de prisão temporária, o delegado afirma que ainda faltam elementos mais concretos que possam indiciar o suspeito detido, uma vez que os moradores do bairro Maria Moura, onde se deram os fatos, não estão colaborando com as investigações, o que pode levar à soltura do único suspeito após a conclusão do inquérito.
 
“A polícia vai até onde ela pode e estamos fazendo de tudo para elucidar esse caso, porém, não depende só de nós. Segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos, e a população precisa entender que se não colaborar para garantir sua própria segurança, outras pessoas podem acabar sendo vítimas da mesma violência. Por isso, é de suma importância que a população colabore. mesmo que seja através de denúncias anônimas, para que um inocente não seja condenado e nem um culpado seja absolvido”, reforçou Núbio.
 
O delegado afirmou ainda que uma arma de fogo chegou a ser apreendida com o suspeito, porém, o exame de balística ainda não foi concluído para afirmar ou descartar se de fato ela é a mesma usada na morte de Victor. Vale ressaltar que o suspeito detido também é apontado como autor de um assalto a mão armada ocorrida poucos dias antes da morte da criança, onde ele teria atirado contra uma parede a poucos centímetros da cabeça de um garoto, depois de agredi-lo.
 
Por fim, Núbio relatou que o depoimento da única testemunha do caso é inconsistente por se tratar de uma criança de 10 anos, que por sinal se encontra em estado de choque, e que até o momento nenhuma linha de investigação pode ser descartada, uma vez que os moradores não querem testemunhar sobre o caso, por temerem retaliações.
 
A ajuda da população é de extrema importância para a elucidação do caso, e informações podem ser passadas de forma anônima, para que a justiça seja feita e que mais pessoas não sejam vítimas de quem possa ter cometido tamanha covardia ao tirar a vida de uma criança de apenas 12 anos de idade.