Na tarde de hoje (terça-feira, 21) o delegado Fábio Henrique Fernandes de Campos (FOTO) recebeu a reportagem do www.folhadosulonline.com.br e falou dos desdobramentos sobre as investigações do assassinato do taxista Élson Flores Ramos, ocorrido dia 10.
Os dois indiciados pelo crime – Marcelo Gomes do Nascimento, o Cabeludo, e Valdivino Alves Ramos – continuam presos preventivamente na Casa de Detenção de Vilhena. Ambos negam a autoria e a polícia encontra dificuldades para esclarecer o que motivou o homicídio. “Nada foi roubado da vítima, que era um jovem de 24 anos, calmo, casado, que não bebia e não tinha passagem pela polícia”, explicou Fábio Campos.
POLÍCIA DESCOBRE QUE CABELUDO JÁ FOI PRESO POR FURTO E INVESTIGADO POR HOMICÍDIO
Já um dos assassinos, o Cabeludo, disse à polícia que tinha apenas uma passagem pela polícia, em Cerejeiras (RO), por receptação. No entanto, o delegado descobriu hoje que ele mentiu. “Revendo nossos arquivos, descobrimos hoje que o Marcelo [Cabeludo] já esteve preso aqui em Vilhena, em 2007, por ter sido encontrado dentro de uma casa, junto com um irmão dele, furtando móveis”, revelou o delegado.
Ainda de acordo com o policial, nesta semana ele foi informado de que Cabeludo passou uma temporada na cidade de Buritis (RO), onde chegou a ser investigado por homicídio. O caso de Buritis, no entanto, ainda requer mais apurações. “Estamos aguardando alguns documentos para ver em que período ele esteve lá e até que ponto pode ter participado do homicídio”, disse o delegado, sem revelar detalhes.
Cabeludo também tem uma motocicleta cuja placa está adulterada. Para piorar sua situação, durante o inquérito ele contou três versões para justificar o sangue que a polícia encontrou em sua roupa. “Ele falou primeiro que era sangue de charque. Mas, como se sabe, charque não pinga sangue. Depois, disse que era de peixe e de boi. Por fim, disse que não sabia a origem do sangue”, informou o delegado, que concluiu o inquérito na última sexta-feira (17) e o remeteu ao Ministério Público, que pode requerer investigações complementares ou encaminhá-lo imediatamente à Justiça.
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O outro implicado no caso, Valdivino, é irmão da mulher de Cabeludo e não tem passagens pela polícia. Através de seu advogado, o indiciado pediu que a polícia ouvisse pessoas que estariam com ele no momento do crime. Ele nega, com muita veemência, qualquer participação e se diz trabalhador – é lavrador.
Os dois presos passaram da condição de suspeitos para a de indiciados pelo crime, tendo como base o reconhecimento deles por testemunhas e a ausência de álibis consistentes. Porém, fora a falta de confissão, a polícia encontra outro problema para elucidar o caso: a quantidade de sangue encontrada na roupa de Cabeludo era pequena e, além disso, não permitiu que se averiguassem o seu tipo porque o crime já havia ocorrido há três horas.