Será lançado em julho nos Estados Unidos o livro "The Life and Career of Daniel Radcliffe" ("Vida e Obra de Daniel Radcliffe"), biografia não autorizado do Harry Potter dos cinemas escrita por Randy Jernigan. Entre outras revelações, a que surpreendeu a imprensa mundial na terça-feira, 27, foi o diagnóstico de uma doença motora crônica, um distúrbio psicomotor que afeta seus movimentos e a memória. O fato teria levado o ator ao alcoolismo desde cedo. Em 2011, Daniel começou a falar abertamente sobre seu problema com a droga.

Diz o biógrafo, em entrevista ao site Radar Online. "Ele viveu episódios em que não conseguia fazer nada, nem amarrar o cadarço do sapato." [...] “Daniel sentia que o distúrbio o deixava para trás. Ele não se via como um garoto normal. Daniel começou a tomar alguns drinques na casa dos pais. E quando foi morar sozinho, aos 17, se tornou totalmente dependente do álcool. Ele tentava esconder seus problemas com a bebida.”

O escritor conta que as gravações de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (2001) foram interrompidas diversas vezes por causa da doença.

Jernigan diz que desde de 2013 o ator também enfrenta um quadro de depressão, desenvolvido após a morte do amigo e colega de elenco dos filmes do bruxinho, Richard Griffiths. Contudo, o problema não o levou a uma recaída, mas aguçou seu vício em literatura. "Ele tem paixão por ler. Lê um livro atrás do outro. Não vai mais a muitas festas, porque isso o leva a lugares que ele sabe que não deveria ir", diz.

Em 2012, à revista "Heat", ele falou que muitas vezes foi ao trabalho bêbado e que costumava gravar cenas alterado. "Eu ia para o trabalho ainda bêbado. Posso mostrar várias cenas em que eu não estava lá. Morto por trás dos meus olhos. Tenho uma personalidade muito compulsiva. Isso era um problema."

"Era ruim. Eu bebia muito e era...todas as noites."

Atualmente ele está na Broadway com a peça "The Cripple of Inishmaan", elogiadíssima pela crítica. No começo do mês, a história foi indicada ao Tony 2014, o Oscar do teatro.