O posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Vilhena é uma das unidades mais perigosas da corporação. Isso porque funciona numa região que é porta de entrada e saída de drogas e outras cargas ilegais. Com frequência são apreendidos carregamentos irregulares no local. Os agentes que atuam na guarita, estrategicamente instalada na fronteira entre Rondônia e Mato Grosso vive em constante situação de risco.

A turma que vigia a BR 364, a cerca de 10 quilômetros do perímetro urbano de Vilhena, deve passar a contar, em breve, com dois itens de segurança capazes de minimizar um pouco as ameaças que sofrem. Os agentes deverão receber treinamento para aprender a usar spray de pimenta e pistolas “taser”, arma não letal que, ao invés de detonar balas de verdade, dispara dardos que provocam choques.

O taser é uma espécie de pistola de choque, que funciona com pilhas recarregáveis ou alcalinas e emitem uma descarga elétrica de até 50.000 watts, fazendo com que o alvo venha a perder momentaneamente os sentidos, podendo vir a ser imobilizado. As ondas emitidas pela pistola paralisam o criminoso, pois, interrompem a comunicação do cérebro com o corpo. O resultado é imediato, seguido de queda, caso o agressor esteja de pé. O objetivo desta arma não letal é, criar uma "janela" de tempo suficiente para que o policial possa algemar o criminoso, levá-lo preso e/ou solicitar apoio, caso necessite. O tempo de paralisação fica a critério do policial, pois, depende da decisão deste em manter o gatilho pressionado.

De acordo com a PRF, em muitas situações, não é conveniente que um Policial venha a disparar uma arma de fogo, pois poderia colocar a vida de outros em risco. "Assim a utilização de armas não letais podem ser, por exemplo, a melhor opção para interromper a fuga do meliante sem matá-lo e, sobretudo, preservando a segurança dos demais cidadãos que se encontrem no local."

O www.folhadosulonline.com.br entrou em contato com a base da PRF na cidade para saber quando os novos equipamentos começarão a ser usados. De acordo com o inspetor Lobato, que comanda o posto da PRF, os mais de 20 homens e mulheres da corporação devem receber treinamento teórico e prático no mês que vem. Após os dois ou três dias de instruções quanto ao manejo das armas, elas passarão a ser usadas.