A mãe do menino de 2 anos encontrado morto em um canavial em Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá), no dia 19 de março, Rosana de Oliveira Golart, de 18 anos, confessou ontem (18) que matou a criança. Ela isentou o companheiro, Paulo Edson da Silva, de 43 anos, do crime.
Os dois foram presos na manhã dessa quarta-feira (17). E, após a confissão da mãe, delegada Liliane Diogo pediu a revogação da prisão temporária do padrasto.
De acordo com a delegada, Rosana contou em detalhes como cometeu o crime e levou os policiais até o local, mostrando o passo a passo até a morte da criança, em um ponto do canavial, a 450 metros da casa da família, onde teria utilizado um pedaço de madeira para golpear o menino.
Depois, acreditando que a criança estava morta, levou o garoto a outro ponto do canavial, a mais de 2 quilômetros da casa. A perícia concluiu que a criança ainda estava viva quando foi deixada no local e morreu em decorrência de choque hipovolêmico, ou seja, perda de sangue.
A violência sexual sofrida pela criança e confirmada em laudo pericial, segundo a mãe, também teria sido praticada por ela. A Polícia Civil acredita que mulher cometeu o abuso para desviar dela o foco das investigações.
A delegada informou ainda que o padrasto do menino, Paulo Edson da Silva, 43, em interrogatório, negou envolvimento no assassinato e disse que passou a desconfiar da “frieza” da mulher.
“Sabíamos que tinha sido alguém da família, mas ainda não tínhamos certeza de quem. Por isso, pedimos a prisão dos dois. A confissão da mãe bate com nossas investigações e os laudos periciais. Concluímos então que ela não está mentindo. Mas vamos continuar investigando”, disse a delegada Liliane Diogo.
Rosana já tinha histórico de violência cometida contra o filho. No dia 22 de agosto de 2011, o padrasto do menino registrou Boletim de Ocorrência denunciado a mãe por ter arremessado o filho, durante uma discussão do casal.
À ocasião, o menino sofreu uma lesão na cabeça e foi encaminhado para uma casa transitória, em Tangará da Serra, onde permaneceu por cerca de três meses.
Em audiência no dia 29 de novembro de 2011, a Justiça autorizou o retorno da criança à família.
Fonte:
Midias News
Publicado em 18 de Abril de 2013, às 19:19