O motivo do assassinato seria briga entre facções criminosas na cidade
Nesta quarta-feira, 8, foi levado a júri popular o terceiro envolvido no assassinato de um homem de 44 anos, em março de 2024, no bairro Jardim Primavera, em Vilhena. A vítima, Adilson Luiz Schmitz, havia saído há pouco tempo da cadeia.
Um vídeo mostra os dois atiradores descendo do carro e descarregando as armas na vítima, que morreu no local. Dois suspeitos foram presos horas depois do crime. Márcio Augusto Jansons e Fernando Ramon Oliveira de Almeida, foram julgados e condenados: Marcio Augusto a 22 anos, e Fernando Ramon a mais de 27 anos de reclusão.
O terceiro envolvido no assassinato, Vinicius Souza Pereira, de 21 anos, foi preso em novembro do ano passado e levado a júri popular ontem. A Promotoria de Justiça pediu a condenação do réu pelos crimes de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e por integrar organização criminosa.
Os advogados de defesa pediram a absolvição de Vinícius por entenderem não haver provas suficientes para uma condenação. A defesa argumentou que os depoimentos que implicam Vinícius eram frágeis e que as imagens de baixa qualidade não permitiam um reconhecimento seguro de que um dos homens que aparecem nelas seria o réu.
Depois de 8h de julgamento, a juíza leu a decisão dos jurados, que condenaram o réu por homicídio duplamente qualificado e também por integrar organização criminosa.
Pelo crime de homicídio, a pena imposta foi de 22 anos; e, para a crime de integrar organização criminosa, 5 anos e 4 meses. A magistrada somou as penas para chegar a punição definitiva de 27 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Ela negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 09 de Abril de 2026, às 07:50