A obra mais vistosa do prefeito Zé Rover (PP), anunciada com pompa e circunstância como a solução definitiva para os alagamentos que infernizam moradores de bairros da periferia, pode ser engolida justamente pelas enxurradas que deveria combater. A macrodrenagem, o gigantesco empreendimento de mais de R$ 24 milhões, que corta vários bairros, tem um trecho seriamente ameaçado pela erosão.
Na manhã de segunda-feira, 1º, a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE esteve no cruzamento da avenida Curitiba com a rua 743, onde fica uma galeria que deve captar as águas pluviais trazidas até ali por tubulações. A partir daquele ponto, a água deveria seguir por uma galeria até uma lagoa de contenção. Acontece que a obra, pelo menos naquela área, está paralisada desde outubro do ano passado.
De acordo com moradores, o valeta que ameaça engolir a galeria de concreto surgiu após os operários que executam o serviço criarem um desvio, para que a enxurrada não prejudicasse o trabalho. Já o buraco que fica do outro lado surgiu há mais tempo, antes do início da obra, mas poderia ter sido aterrado.
O FOLHA DO SUL ON LINE aguarda manifestação da prefeitura ou da empresa que executa o projeto. Afinal, cerca de 100 metros de galerias podem ser perdidos se o buraco avançar por um lado ou pelo outro do artefato. E, caso isso venha a acontecer, o prejuízo, que pode bater no bolso dos contribuintes, de uma forma ou de outra, não será dos menores.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 04 de Abril de 2013, às 10:43