Três caixões. Neles, os irmãos Edson, 40 anos, e Cleverson Simionatto, 33, e Enzo Matheus, 4 – filho do primeiro. Todos mortos numa curva, com o choque ocorrido às 20h25 de quarta-feira (15), no km 499,6 da rodovia MT 174, próximo ao posto 12 de Outubro, a cerca de 35 km da área urbana de Vilhena.
Pelas investigações preliminares, sabe-se que Edson, que estava ao volante da Toyota Hillux, com placas de Cuaibá (MT), ultrapassou em alta velocidade uma carreta Scania, carregada de soja e dirigida pelo paranaense Juarez Mendes de Souza, 44 anos, e bateu de frente com um caminhão Mercedes Benz, com placas de Cacoal (RO), dirigido por José da Paz Valin, 60 anos, carregado com couro bovino.
Ao bater no Mercedez, a picape se desgovernou no meio da pista e atingiu também a carreta que vinha logo atrás. Os ocupantes da caminhonete tiveram morte instantânea; pela situação em que ficou o veículo (VEJA FOTOS) é possível mensurar a gravidade do choque. Os destroços da Hillux e o caminhão foram levados para o estacionamento da Polícia Rodoviária Federal.
Os irmãos tinham uma fazenda em Comodoro (MT), onde permaneciam durante a semana. Ontem estavam vindo para Vilhena para jantar na casa dos pais – os pioneiros rondonienses Osvaldo e Íria Siminonatto.
As vítimas eram milionárias e referências no agronegócio. Tinham empreendimentos em Rondônia, Amazonas e Mato Grosso. Só em Comodoro, mantinham cerca de 50 mil bois confinados. Nascidos na pequena cidade de Ampére, no Paraná, moravam em Vilhena há mais de 30 anos. A família atuou no ramo madeireiro, a princípio em Colorado do Oeste (RO), mas logo veio para Vilhena. Nos final da década de 1980 migraram para as atividades pecuária e sojicultura.
Edson era engenheiro agrônomo, casado e, além do filho de 5 anos morto, deixa um outro, de 8 meses. Cleverson era médico veterinário, solteiro. Tinham três irmãs, todas residentes em Vilhena.
A quantidade de pessoas no velório deixa evidente o prestígio da família. Desde cedo, dezenas de pessoas passam pelo local. “Eram pessoas respeitáveis. Vim para Vilhena através do pai deles, o senhor Osvaldo que eu conheço desde o Paraná. Ele me dizia que aqui seria uma terra promissora. Não havia nenhum conforto naquele tempo [Anos 70] e estes meninos [as vítimas] cresceram neste ambiente de pioneirismo, com muita luta”, lembra o empresário Darci Cerutti.
O velório está acontecendo no salão da Igreja Nossa Senhora Aparecida, no centro, e o enterro está previsto para as 17h, no cemitério Cristo Rei.