Autor do disparo fatal tem o apelido de “Cuiabano” e está foragido desde a data do crime

 
Faleceu na manhã desta sexta-feira, 12, no Hospital Regional de Vilhena, onde tinha sido deixado por populares, que o socorreram na noite de terça-feira, 9, após ele ser vítima de um tiro de espingarda, o homem de 40 anos atingido no peito pelo disparo.
 
O incidente que acabou em tragédia aconteceu em um restaurante na BR 174, a cerca de 60 km da área urbana, sentido Juína (MT). A vítima, José Lisboa Júnior, levou o tiro de “chumbeira” disparado por um homem de apelido “Cuiabano”, que está foragido desde então (ENTENDA AQUI).
 
Hoje, o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou parentes de José, que também já havia morado em Cerejeiras e atualmente residia naquela região próxima à divisa de Rondônia com Mato Grosso. Além de pedreiro e carpinteiro, e de ter conseguido comprar um pequeno pedaço de terra, ele fazia “empreitas” para outros sitiantes naquela área.
 
Os dois irmãos de Lisboa, um deles também morando nas proximidades do local do ataque, negaram que ele tivesse “dado o calote” no estabelecimento do qual o atirador estava cuidando. Também lembraram que o assassino tinha uma rixa antiga contra ele, e pedem que “seja feita justiça”.
 
Os familiares descartam qualquer ato de vingança contra o assassino, explicando que a justiça que pedem deve ser aplicada pelo Estado, com base na lei. Também esclarecem que, ao contrário do que foi escrito na reportagem, anterior, tão logo souberam do ocorrido, foram ao hospital, onde passaram a noite.


Quem também testemunhou em favor de José foi Clotilde Muniz, diretora da Casa de Apoio Amor e Vida, entidade filantrópica com sede em Vilhena, onde o construtor atuava como voluntário sempre que era chamado a prestar serviços, pelos quais não cobrava nada.
 
Clotilde, inclusive, contou como conheceu o homem assassinado, a quem classificou como gentil e prestativo: alguns anos atrás, ele teve o dedo fraturado por um desconhecido que tentava matar a pauladas uma criança de cerca de 3 anos na cidade de Cerejeiras.
 
Por causa do ferimento, ele foi transferido para o Hospital Regional de Vilhena, e acabou acolhido na Casa de Apoio, com a qual passou a colaborar. “Eu o conhecia, e ele seria incapaz de dar calote em alguém”, garante Clotilde.
 
A família ainda não decidiu sobre o velório e o sepultamento de José, que deixa 6 filhos, mas garante que ambas as cerimônias serão realizadas em Vilhena.