A Eletrobras Distribuição Rondônia investiu em 2012 R$222,9 milhões na ampliação e melhoria das redes de distribuição de energia elétrica em todo o Estado e contabilizou mais 35.604 unidades consumidoras que passaram a contar com o serviço.
Além das melhoras nos índices de qualidade dos serviços (duração e frequência das interrupções), em 2012 a empresa, atendendo as exigências de seu contrato de concessão, intensificou as ações de combate ao furto e à fraude no consumo de energia elétrica, realizando 144.864 fiscalizações e regularizações nos medidores e nos padrões de entrada de energia nos imóveis. Foram autuados e concluídos 24.945 processos administrativos, com cobranças retroativas de energia não faturada que somaram R$ 52 milhões, o que resultou em R$ 8,2 milhões de arrecadação extraordinária de ICMS para o Estado.
As perdas de energia elétrica (diferença entre a energia comprada e a vendida aos consumidores) passaram de 27,78% em 2011, para 22,82%, ao final de 2012. Apesar desse percentual ainda estar acima da média brasileira e dos padrões regulatórios, a redução verificada em 2012 é um recorde e um marco a ser comemorado pela sociedade de Rondônia.
As perdas de energia, em muito associada aos grandes consumos, se traduzem em prejuízos para a comunidade, quer pela redução na arrecadação de impostos pelo Estado e Municípios, quer pela redução da capacidade de investimento da concessionária, o que inibe o desenvolvimento do Estado.
Quanto ao trabalho de combate às fraudes, cerca de 80% dos casos identificados pela concessionária no Estado são referentes a irregularidade no medidor, provocada por intervenção humana e, as demais causas, devido aos desvios da energia diretamente da rede. Essa prática se constitui em crime, prejudica e onera os demais consumidores regulares e, o que é mais sério, coloca em risco a vida dos infratores e eletricistas que trabalham nas redes, sendo um dever de toda a sociedade combater esse sério problema social e econômico.
A distribuidora tem trabalhado de forma proativa, disponibilizando 58 equipes de fiscalização no Estado, sendo quarenta somente na Capital. O Estado apresenta uma distribuição das perdas de forma não homogenia, pois na Região Sul as mesmas giram ao redor de 10%, na Região Centro em 20% e na Região Norte em cerca de 40%.
“Nós dimensionamos o crescimento do sistema de distribuição de energia elétrico para os consumidores ativos e para as novas demandas que chegam regularmente à nossa área de expansão. Os consumidores irregulares dificultam o planejamento do sistema e contribuem para sobrecargas, que geram oscilações de energia e interrupções não programadas”, diz Ailton dos Santos, gerente do Departamento de Medição e Fiscalização.
De uma forma mais abrangente, o consumo excessivo e o desperdício de energia contribuem para o chamado “Custo Brasil”, contrariando os princípios básicos de sustentabilidade, com prejuízos diretos ao meio ambiente.