A sede da Associação Árabe Palestina de Vilhena está no centro de uma disputa entre os próprios membros da entidade. Presidida pelo comerciante Kayed Atalla Ghanayem desde 2007, a instituição deveria ser uma referência para que os muçulmanos locais pudessem preservar suas tradições.

Mas, desde a sua fundação, há 20 anos, a Associação vem enfrentando divergências entre seus membros. O antigo presidente chegou a ser afastado, acusado de não fazer nada e Kayed, ao assumir, também não teria desenvolvido nenhuma atividade.

O mais revoltado com o atual estado de abandono da entidade é o também comerciante Anwar Daoud Badran, conhecido em toda a cidade como “Davi”. Segundo ele, uma reunião entre os palestinos vilhenenses deverá definir a nova diretoria da Associação.

Davi quer que Kayed entregue a presidência e as chaves da sede, que estão há quatro em seu poder. A justificativa para a saída de Atalla é que ele não faz atas de reuniões (que aliás não acontecem mesmo), nem se dedica a providenciar documentos que atestem o funcionamento da instituição. “Na verdade, o Clube Árabe está completamente fechado e abandonado”, denuncia Badran.

A Associação, conforme Davi, deveria servir como uma mesquita improvisada para que os muçulmanos pudessem realizar seus rituais religiosos. “Na verdade, militantes islâmicos que visitam a cidade, deveriam ter direito de fazer sua orações em nossa sede, mas ela está fechada e o Kayed mantém as chaves em seu poder”, irrita-se Daoud.