“Toda semana, eu compro uma média de R$ 2.500,00 em peixes para servir aos clientes do restaurante da família”
 
Por telefone, a comerciante que foi flagrada, nesta semana, trazendo para a cidade, 48 kg de peixes pescados em uma região conhecida como “Alagado”, a cerca de 100 kg da área urbana de Vilhena, apresentou sua versão sobre o episódio policial (ENTENDA AQUI).
 
De acordo com a entrevistada, que estava junto com o marido e o filho de 24 anos, todos acabaram liberados após serem ouvidos na Unisp, para onde foram levados junto com o carro no qual estavam e o barco de alumínio engatado na SUV. Todo o material, incluindo os peixes, foram liberados após a oitiva na polícia.
 
Dona de um pesque-pague e de um restaurante em Vilhena, a comerciante negou que tivesse a intenção de vender os peixes. Conforme a versão dela, as espécies eram exclusivamente para o consumo da família. “Para nós, a pesca é um esporte que praticamos lá no Alagado a cada 15 dias”, argumentou.
 
A entrevistada garante que todos os peixes servidos em seu restaurante são comprados em um supermercado local, e assegura que tem as notas fiscais das compras. “Toda semana, eu compro uma média de R$ 2.500,00 em peixes para servir aos clientes do restaurante da família”, acrescenta.
 
De acordo com a versão da pescadora, ela sabe quem a denunciou, mas prefere não divulgar o nome e a motivação dessa pessoa. E esclarece que não foi multada ou presa. Tanto que o delegado do caso a transformou em fiel depositária dos peixes, que estão sendo mantido em um freezer, para serem apresentados quando houver necessidade.
 
Segundo a mulher, toda a documentação para praticar a pesca está em dia, inclusive as carteirinhas dos três envolvidos no ocorrido. Conforme seu relato, as duas espécies que estavam com ela (tucunaré e piau) são invasoras dos rios da região e não há restrições para a captura delas. Além disso, a quantia excedente foi de apenas 6 kg por carteirinha.