A comerciante Edna Souza, de 40 anos, é residente em Londrina (PR) e está a passeio em Vilhena, onde morou durante muitos anos e atuou na venda de equipamentos de informática. Ela conta que foi vítima da truculência e do abuso de poder de policiais, segundo ela, despreparados para enfrentar determinadas situações.
Edna conta que, na madrugada da terça para a quarta-feira (12), depois que ela e alguns amigos saíram de uma casa noturna da cidade, foram até o restaurante da estação rodoviária. Lá, parou o veículo no estacionamento, próximo ao veículo de um colega.
Ao manobrarem para sair do estacionamento houve uma pequena colisão. “A coisa foi tão insignificante que nós descemos dos veículos e ficamos rindo da situação”, disse Edna.
Algum tempo depois, chegou uma viatura policial e, segundo Edna, os PMs perguntaram o que se passava, ao que a comerciante e o rapaz do outro veículo disseram que não estava “acontecendo nada”.
De acordo com o relato da comerciante, os policiais pediram os documentos de todo mundo e disseram que iriam recolher os veículos e que todos iriam para a delegacia. Nesse momento, tanto Edna quanto os demais envolvidos questionaram as ameaças de que eles iriam ser detidos, e quiseram saber porque os veículos seriam apreendidos, tendo em vista que eles estavam parados e apenas conversando.
De acordo com a comerciante, os policiais afirmaram que seria por causa da batida, que eles haviam recebido uma ligação anônima denunciando o ocorrido. “Ora, se os maiores interessados éramos meu colega e eu, e tudo já estava resolvido entre nós, por que teríamos que ser detido?” questiona.
E os dois continuaram questionando a respeito dos motivos da apreensão dos veículos e a detenção dos condutores, porque nem mesmo desacato eles teria cometido, segundo Edna.
Mas, de acordo com o relato da suposta vítima do abuso de autoridade, a “coisa engrossou” quando os militares agrediram fisicamente o rapaz proprietário do outro veículo. Ela disse que se interpôs entre o homem e os PMs para evitar que o jovem sofresse mais agressões.
Ainda assim ele foi algemado e colocado dentro da viatura. Depois disso os policiais passaram a tentar algemar Edna, que relutou por mais de uma hora e somente foi detida depois que chegou reforço. Todos os envolvidos no incidente oram levados para a Delegacia de Polícia Civil, onde, segundo a comerciante, permaneceu algemada por mais de uma hora e meia, sem direito a ligar para um advogado ou para parentes. Somente depois desse tempo é que ela teve acesso a um advogado, isso porque amigos que ficaram sabendo do acontecido providenciaram o profissional para atendê-la.
À reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE, Edna disse que pretende denunciar os policiais que cometeram as supostas agressões, mas fez questão de frisar que, do grupo, também participaram outros, que agira com educação e civilidade diante do ocorrido.