Uma equipe do Serviço de Vigilância e Captura da Delegacia de Polícia Civil de Vilhena acaba de apresentar à imprensa três homens acusados de terem perpetrado um triplo homicídio no dia 4 de janeiro de 2010, na zona rural de Vilhena. Motivo do crime: o furto de dois porcos.

 

Segundo as investigações, um grupo de pessoas vindas de Comodoro (MT) havia acampado às margens do rio Cabixi, na Linha 80, logo após as festas de Ano-Novo. Eram Gilberto Duarte, 37 anos, Jair Fragoso, 47, Ciro Fragoso, 35, Jovacir Duarte, 40, e uma criança de quatro anos, filha de Aparecida Melo, 30.

 

No dia 3 de janeiro, eles foram acusados por dois peões de uma fazenda próxima, Wilson Gonçalves Bezerra,  conhecido como “Macarrão”, e Julinei Célio da Silva, vulgo “Nego”, de terem atirado num porco, que apareceu baleado no quintal da fazenda, e de já terem carneado outro animal, trazido para Vilhena.

 

O bate-boca aparentemente terminou de forma pacífica, com o grupo de “turistas” resolvendo levantar acampamento na manhã seguinte.

 

O dia 4 amanheceu. Macarrão e Nego haviam armado uma emboscada, jogando um toco no meio da estrada - supostamente a mando do fazendeiro Antônio Carlos Deminski Assunção, dono dos porcos.

 

Quando os homens que estavam a bordo do carro, um Fiat Uno verde metálico placas NBY-4465 desceram para desobstruir a estrada, foram alvejados várias vezes.

 

Armados com armas calibre 38 e 380, Nego e Macarrão mataram Ciro, Jair e Gilberto. Jovecir correu para a mata com a criança no colo e salvou-se, apesar de levar dois tiros no abdômen.

 

Ao se apresentar na polícia como sobrevivente da chacina, Jovecir foi preso pelo delegado Fábio Campos: ele era procurado pela polícia de Comodoro por furto qualificado.

 

 

 

 

Segundo testemunhas eram 05 pessoas que estavam num Fiat Uno, verde metálico, de placa NBY-4465, 04 adultos e uma criança de 04 anos.

 

Todos em companhia da mãe da criança Aparecida Melo, de 30 anos, estavam acampando numas cabanas na beira do Rio Cabixi. Foi quando nesta segunda-feira, 04 de janeiro, segundo um fazendeiro das redondezas acusou-os de terem furtado um porco de sua propriedade, provocando um desentendimento que acabou pacificamente.

 

Por volta das 14hs a 1km do local, na travessa que conecta as linhas 70 a 80, três sujeitos esperaram escondidos no mato, esperando a hora certa para fazer a emboscada, eles estavam armados com armas calibre 38 e 380. Para deter o carro eles deixaram um toco no meio da estrada.

 

Ao parar para retirar o toco, os três sujeitos dispararam a queima roupa, dois deles tentaram fugir para dentro do mato, mas foi em vão. Só um deles conseguiu fugir com a criança, apesar de ter sido atingido duas vezes no tórax e com a criança ensanguentada, pois também tinha recebido um impacto de bala no abdômen. Ele e a criança conseguiram escapar e ainda serem socorridos para Vilhena pelo Corpo de Bombeiros.

 

Das três vítimas encontradas no local, duas foram identificadas, trata-se de Gilberto Duarte da Silva, de 37 anos que levou um tiro no peito e no braço. Ciro Fragoso, de 47 anos, recebeu dois tiros na testa, um de raspão e outro atingiu de cheio. O terceiro não identificado portava uma calça que levava o emblema da empresa Cobelux, ele foi atingido com dois tiros na lateral direita e uma no rosto.

 

A polícia desconfia que o fazendeiro que se desentendeu com as vítimas tenha mandado a execução, mas ao chegar à sua propriedade, ele havia sumido. A identidade dele foi mantida em sigilo.

 

O delegado de Polícia Civil Fábio Campos informou há instantes que a Justiça decretou a prisão preventiva do fazendeiro Antônio Carlos Deminski Assunção, conhecido como “Tonhão”, e dos funcionários da Fazenda Portal,

Os três serão indiciados como participantes da chacina ocorrida no ultimo dia 04, na região do distrito de Nova Conquista. Com a decisão, os suspeitos passam a condição de foragidos da Justiça.

 

Além do trio, outros dois homens que estavam junto com os atiradores no momento do massacre também serão acusados de participação no crime. Fábio Campos prevê que conclui o inquérito na próxima semana.