“A gente quer fechar pra não ter guerra” foi frase enviada ao denunciante
 
Por volta do meio-dia desta terça-feira, 14, um comerciante da cidade de Chupinguaia procurou o quartel da Polícia Militar e denunciou o que aparenta ser uma tentativa de extorsão.
 
O dono de um pequeno estabelecimento na “Capital do Boi” contou que, horas antes, recebeu mensagens através do WhatsApp, de um número desconhecido, mas com o DDD 69, de Rondônia.
 
Uma das frases escritas pelo interlocutor foi: “e aí, vamos fechar negócio?” O denunciante chegou a questionar que negócio estava sendo proposto, quem estava do outro lado e como o desconhecido havia obtido seu número de contato.
 
O autor das mensagens não deu respostas e apagava o que havia escrito logo após visualizar os textos, mas a vítima conseguiu fotografar um deles usando outro celular. As duas palavras escritas ("fechamento e sintonia") indicam que o suspeito seria integrante de uma facção criminosa.
 
Outros comerciantes de Chupinguaia estariam recebendo o mesmo tipo de mensagens cobrando uma suposta contribuição mensal (alguns até pagando a extorsão), temendo que seus estabelecimentos sejam atacados pelos supostos faccionados.
 
No caso registrado hoje, a vítima se sentiu ameaçada pela frase endereçada a ele através do aplicativo: "você sabe quem somos nós e nós também sabemos quem vocês são. A gente quer fechar pra não ter guerra".
 
A polícia de Chupinguaia deve apertar o cerco contras os criminosos que usam o medo para intimidar donos de pequenos negócios, que estariam sendo obrigado a destinar parte do lucro para arcar com a tal “taxa de proteção”.