O traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, preso no Paraguai na quarta-feira, chegou ao Rio de Janeiro na tarde de sexta-feira, 21, e deverá ser transferido ainda esta semana para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. Até lá, o chefe do tráfico no Morro da Mangueira ficará no presídio de Bangu I, no Complexo Penitenciário de Gericinó. Mais cedo, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que a transferência do criminoso dependia apenas do aval do poder judiciário.

 

"Fizemos o pedido anteontem (quarta-feira). O Ministério Público já se manifestou favoravelmente. Agora, estamos aguardando apenas o poder judiciário. Espero que isso seja resolvido o quanto antes", afirmou Beltrame durante a cerimônia de entrega de 29 novas viaturas para a PM com GPS e tablet no 21º BPM (São João de Meriti), na Baixada Fluminense.

 

Polegar desembarcou às 17h no aeroporto Santos Dumont, no Centro, de onde saiu escoltado por um comboio de pelo menos quatro carros da Polícia Federal. Ele foi preso na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, quando tentava comprar um carro de luxo usando documentos falsos.

 

Em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, o delegado Vitor Poubel revelou que o traficante Polegar ostentava uma condição financeira acima dos padrões da localidade paraguaia. "Tanto que ele foi preso comprando um carro de luxo", disse Poubel, responsável pela Divisão de Combate ao Crime Organizado da PF.

 

FANTÁSTICO – A prisão do chefão carioca foi exibida ontem, no Fantástico, programa de variedades da Rede Globo. Entrevistado por uma repórter da emissora, o traficante disse que não estava no Rio quando o Morro do Alemão, seu suposto reduto, foi tomado pelas forças de segurança. Polegar disse que vivia com a renda de cerca de R$ 300, que recebia semanalmente por serviços de instalação de cercas elétricas. A casa em que  morava e o estilo de vida que levava, no entanto, desmentem o argumento.