O site também teve acesso às imagens que associam a paciente a um suposto relacionamento com o médico
 
Foi muito além de uma suposta falha profissional, o episódio envolvendo um médico de Mato Grosso, um vilhenense e a esposa dele, de 29 anos, cujos implantes de silicone teriam apresentado problemas após a cirurgia.
 
Nas redes sociais, pipocam prints atribuídos ao cirurgião plástico mato-grosense, que ganhou notoriedade no país ao participar de uma das edições do programa Big Brother Brasil (BBB), exibido pela Rede Globo. O FOLHA DO SUL ON LINE reproduziu uma reportagem que fala do caso.
 
O site também teve acesso às imagens que associam a paciente a um suposto relacionamento com o médico. O casal vilhenense não está tendo o nome divulgado, mas o marido é chamado de “corno” publicamente, em postagem supostamente feita pelo profissional que ele denunciou por causa da cirurgia que, segundo avalia, teria sido mal sucedida.
 
O FOLHA DO SUL tentou contato com o vilhenense envolvido na polêmica, mas não houve resposta. Extra-oficialmente, a informação é de que ele estaria processando civil e criminalmente o médico, e cobrando indenização por danos morais.
 
O site também recebeu o print da uma postagem na qual o ex-BBB acusa veículos de imprensa do Estado vizinho que, segundo ele, estariam exigindo dinheiro para publicar sua versão.
 
O FOLHA DO SUL adianta que, caso o acusado queira se manifestar, sua versão será publicada gratuitamente. Basta ele entrar em contato através dos meios disponibilizados em nossa página.
 
VEJA ABAIXO, na íntegra, texto publicado sobre o caso no site “Repórter MT”:
 
“O cirurgião plástico de Sorriso (a 398 km de Cuiabá), em Mato Grosso, e ex-participante do programa Big Brother Brasil (BBB), Marcos Harter, foi denunciado por uma de suas pacientes, de 29 anos, que afirmou ter desenvolvido uma infecção após uma cirurgia de implante de silicone.
 
Segundo o boletim de ocorrência, a paciente saiu de Vilhena (RO) para Sorriso para realizar o procedimento cirúrgico, no dia 21 de janeiro deste ano, às 9h. Ela conheceu o médico pouco antes da cirurgia, na antessala do centro cirúrgico, pois antes havia sido atendida apenas por outras pessoas da equipe de Marcos Harter.
 
Segundo a vítima, após a cirurgia, ela foi encaminhada para uma casa exclusiva para pacientes da clínica, pela qual pagou estadia. Ao chegar ao local, relata ter encontrado um ambiente insalubre.
 
Posteriormente, desenvolveu uma infecção decorrente da cirurgia e precisou fazer a retirada das próteses de silicone com urgência.
 
Para realizar o procedimento, a vítima contratou outro médico e arcou com todos os custos.
 
O marido dela procurou Marcos Harter para pedir a devolução dos valores gastos com a primeira cirurgia, mas a equipe do médico teria exigido a assinatura de um contrato como condição para a restituição do dinheiro.
 
Conforme a vítima, ela foi coagida a assinar o documento, que previa, em suas cláusulas, que a clínica estava isenta de qualquer responsabilidade.
Diante dos fatos, a paciente registrou boletim de ocorrência nessa quarta-feira (11).
 
A Polícia Civil investiga o caso.
 
OUTRO LADO
A reportagem tenta contato com a clínica de Marcos para colher o posicionamento. O espaço seguirá aberto para manifestações.
 
OUTRAS DENÚNCIAS
Não é a primeira vez que Marcos Harter é denunciado por situações semelhantes.
 
Em outro caso, uma paciente que havia agendado uma cirurgia de abdominoplastia com o profissional saiu de Goiânia e foi até Rondonópolis, onde o procedimento foi marcado.
 
A vítima disse que não teve contato com o médico e, apenas após acordar da cirurgia, foi informada por uma funcionária do hospital de que Marcos Harter não havia realizado o procedimento, pois estava viajando. A paciente alega que foi operada por um profissional desconhecido.
 
Em outra denúncia, Marcos Harter foi acusado de realizar uma cirurgia de implante de silicone cujos resultados teriam ficado assimétricos e desproporcionais.
 
Outra paciente, que havia agendado apenas uma cirurgia de implante de silicone, chamada “Projeto Silicone”, divulgada pelo médico nas redes sociais, afirmou ter tido contato com ele apenas minutos antes do procedimento.
 
Durante uma breve conversa, Marcos Harter teria notado que a paciente possuía uma cicatriz e uma pinta na barriga e comentou que poderiam ser esteticamente melhoradas.
 
Ao acordar da cirurgia, a vítima sentiu fortes dores abdominais e percebeu que o médico, sem autorização, havia alterado a cicatriz e retirado a pinta, sem aviso ou consentimento, segundo relato.
 
A vítima alega que a intervenção não autorizada deixou uma cicatriz pior que a anterior e causou incômodos e limitações.
 
Outras denúncias envolvendo o médico foram amplamente divulgadas pela imprensa. 
 
Em 2020, o Conselho Regional de Medicina (CRM) proibiu o médico de exercer a profissão pelo período de seis meses por interdição cautelar, pois ele foi alvo de uma série de processos éticos, inclusive em outros estados. 
 
O CRM amparou a decisão em “prova inequívoca de procedimento danoso realizado pelo médico, com fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação” e porque Marcos Harter divulgou promoção de silicone por R$6.950 em Santa Catarina, onde não possui registro pra atuar. 
 
BIG BROTHER BRASIL
Marcos Harter é ex-participante do programa BBB, da TV Globo, e foi expulso por descumprir as regras do programa ao agredir a também participante Emilly Araújo, com quem se relacionou, durante uma discussão dentro da casa.
 
Após a eliminação, conforme amplamente divulgado pela imprensa nacional, ele foi alvo de inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro e indiciado por lesão corporal com base na Lei Maria da Penha.
 
Pela expulsão, Marcos Hartes processou a Globo, mas perdeu e foi condenado a pagar R$ 110 mil em honorários advocatícios pela ação”.