Chute em cadela da raça Pinscher acabou em bate-boca no centro da cidade
Na tarde de ontem, uma mulher que estava passeando com sua cachorra na região central de Vilhena acionou a Polícia Militar denunciando a agressão que tinha sofrido de um morador, após ela chutar uma cadela Pinscher.
A denunciante alegou que, como o portão da residência do agressor estava parcialmente aberto, o animal saiu e avançou em sua direção. Para defender sua cadela, ela admitiu o chute apenas com a intenção de afastar a Pinscher.
Também contou que o tutor da cachorrinha apareceu alterado, disparou que ela não poderia ter feito aquilo e que, caso não gostasse dos latidos, deveria andar do lado oposto da via pública.
Quando a mulher respondeu que a rua era pública, e que tinha o direito de transitar pelo local que achasse adequado, começou uma discussão entre os dois, momento em que, segundo a acusadora, o homem a atingiu pelas costas, causando lesão no braço esquerdo dela.
A tutora teria segurado o braço do agressor, na tentativa de fazê-lo parar, mas neste momento, o homem passou a lhe ofender, usando sua orientação sexual, chamando-a de “sapatão”. A expressão foi denunciada e, se confirmada, pode ser enquadrada como crime de injúria e atentado contra a dignidade da vítima.
Já na Unisp, o denunciado alterou a versão que tinha dado no local dos fatos e negou que tivesse usado o termo “sapatão”, argumentando que a suposta vítima estaria usando sua “condição pessoal” com o objetivo de incriminá-lo na polícia.
Diante da alegação do homem, de que também teria sofrido lesões em um dos braços, causados por suas unhas, a envolvida no episódio alegou que ele teria entrado em sua casa e se ferido com a intenção de acusa-la. Ambos foram levados até a Unisp, onde houve o registro de ambas a versões.
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Da redação
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Publicado em 17 de Maio de 2026, às 13:34