“Ele nunca viu e nem falou com o assassino do dentista, que também não esteve em sua chácara”
Após ter acesso a detalhes sobre a apreensão de uma arma e a prisão de um chacareiro em Vilhena na tarde de ontem, enquanto era investigado o assassinato do dentista Clei Bagattini, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um advogado que acompanha o caso.
O criminalista, que inclusive acompanhou a audiência de custódia do pequeno produtor rural, realizada instantes atrás, após a qual o flagrante foi convertido em prisão preventiva, por conta de ele ter outra condenação por porte de arma, disse que seu cliente não tem qualquer participação no homicídio que abalou Rondônia e repercutiu em todo o Brasil.
“Ele nunca viu e nem falou com o assassino do dentista, que também não esteve em sua chácara”, disse o advogado. A arma encontrada, segundo apurou este site, havia sido comprada para a defesa do chacareiro, uma vez que ele e a esposa estariam sendo ameaçados de morte pelo ex dela, que faz parte de uma facção criminosa.
VEJA ABAIXO OS DETALHES DA PRISÃO E DA APREENSÃO
Em cumprimento ao Mandado de Busca e Apreensão, conforme processo de n° 7007817-28.2024.8.22.0014, as equipes da Força Tarefa, composta pela Polícia Militar e Polícia Civil, realizaram buscas em diversos endereços, no intuito de angariar prova do crime de homicídio cometido na data de ontem, 12/07/2024.
Estas equipes do PATAMO realizaram buscas na propriedade rural, onde no local estavam J. A.B., sua esposa e seus três filhos menores de idade.
Ao ser realizada a abordagem ao imóvel, as equipes realizaram o cerco policial, visualizando J. que estava no fundos do imóvel, em frente ao galinheiro, e ao perceber a presença das equipes, JAILISON, retirou de sua cintura uma arma de fogo tipo pistola, modelo PT 838, calibre .380, de cor preta, de número KJT09341, com 1 carregador contendo 8 munições ogival intactas, sendo que 1 das munições estava na câmara, pronto para o uso, jogando a arma dentro do galinheiro, juntamente com seu celular marca Samsung.
Após dar ciência aos moradores do mandado judicial, foram realizadas buscas no imóvel, sendo localizado dentro do quarto do casal, em cima da cômoda, 1 carregador de pistola semelhante ao localizado com o da arma encontrada. Em continuidade, foi localizado dentro do guarda-roupas do casal, a quantia de R$ 2.660,00 (Dois mil e seiscentos e sessenta reais) em cédulas de moeda corrente, e também foram encontrados no imóvel 7 (sete) aparelhos celulares de diversas marcas, 01 (um) coldre para arma curta e 01 (um) porta munições para arma longa.
Ao ser indagado sobre a arma de fogo, J. relatou não possuir documentação, que a adquiriu de um caminhoneiro, sendo para sua defesa, pois estaria sofrendo ameaças da facção denominada "TDR", não deixando claro o motivo das ameaças, negando ser membro de alguma facção.
Em consulta ao sistema, verificou-se que a arma em questão é produto de furto, ocorrido em 29/01/2024, na cidade de Porto Velho/RO, conforme ocorrência policial 00014880/2024.
Referente ao dinheiro, J. informou que parte do valor seria referente ao auxílio reclusão que a filha de sua esposa recebe, não informando a procedência do restante do valor.
Diante dos fatos, J. recebeu voz de prisão, cientificado de seus direitos constitucionais, sendo conduzido e apresentado na UNISP para as devidas providências.
Informo que esteve juntamente com esta esquipe durante o Cumprimento do Mandado de Busca, Dr. LINCOLN OSSAMU MIZUSAKI, Delegado de Polícia Civil.
Informo ainda que durante a confecção do Boletim de ocorrência, se fez presente na UNISP o Advogado Dr. Felipe Parro Jaquier, representando o conduzido
Autor:
Da redação
Fonte:
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Publicado em 14 de Julho de 2024, às 11:32