Ela tem apenas 17 anos, já enfrentou grandes batalhas e, por enquanto, com força de vontade, vai superando todas. A história de vida da adolescente vilhenense Laura Roncatto daria um livro ou um filme.
Portadora de deficiência visual congênita, Laura já chegou ao mundo “no escuro”. Ainda pequena, perdeu o pai, servidor da justiça local conhecido como Lauro “Maradona”. Recentemente, a mãe da adolescente, Carmem Lúcia Roncatto, também morreu, após longa luta contra uma doença rara, a Hemoglobina Paroxística Noturna, enfermidade que afeta a produção de glóbulos vermelhos.
Os reveses não afetaram a disposição da garota para buscar conhecimento. Este ano, além de fazer as provas do Enem, ela prestou vestibular para Direito e foi aprovada. Em ambos os casos, usou recursos alternativos para participar das avaliações: máquina de Braille e “ledor”, que é a pessoa responsável pela leitura das questões.
A comovente e inspiradora história de Laura rendeu uma reportagem especial, assinada pela repórter Suzane Schmitka, veiculada no suplemento FOLHA TUDO, que circula a partir deste sábado em todo o Cone Sul. O semanário também publica, na mesma edição da versão impressa, um editorial inspirado na determinação da menina. Confira ambos amanhã.