Depois da comprovação, por meio de exame de necropsia, de que o idoso Erasmo José da Silva, de aproximadamente 75 anos, foi morto por golpes desferidos com um pedaço de madeira, a suspeita de assassinato caiu sobre o caseiro Luiz Antônio Justo, de 55 anos. Luiz é caseiro do sítio Águas Claras, no qual Erasmo trabalhava e onde seu corpo foi encontrado.
O caseiro Luiz Antônio esteve na manhã da segunda-feira (25), na Delegacia de Polícia Civil (DPC) de Vilhena, onde fez um comunicado do falecimento de Erasmo. De acordo com o que o denunciante, o ancião havia ingerido bebida alcoólica no sitio de um vizinho e, ao retornar para a casa, acabou caindo na área e batendo com a cabeça num banco. Luiz disse ainda, na ocasião, que mesmo tendo percebido que o amigo sangrava, o deixou dormir ali mesmo e pela manhã percebeu que o homem estava morto.
Mas, no início da tarde desta terça-feira, a Polícia Civil deteve Luiz Antônio no mesmo local onde Erasmo foi morto, no Sítio Águas Claras, na linha 135, distante cerca de 15 quilômetros de Vilhena.
O caseiro confessou ter assassinado Erasmo com uma paulada desferida na cabeça, mas alegou legitima defesa. Segundo ele, depois de os dois terem ingerido bebida alcoólica, o colega teria maltratado uma cadela que pertenceria ao dono do sítio, patrão de Luiz Antônio.
Por causa da agressão ao animal, os dois discutiram e, conforme Luiz, Erasmo teria dito: “Com a cachorra eu faço isso, mas para você eu tenho é isto”. E, de posse de uma faca, teria tentado furá-lo. O caseiro continuou a narração dizendo que para se defender pegou um pedaço de madeira e desferiu um golpe que acertou a cabeça de Erasmo, provocando sua morte.
O delegado que ouviu a confissão de Luiz perguntou o porquê dele não ter esclarecido o crime e os motivos no momento que veio fazer o comunicado da morte de Erasmo, na manhã da segunda-feira. O caseiro respondeu que não o fez por medo de ficar preso.
Segundo o delegado, como não houve flagrante, o caseiro não ficará preso, e deve responder ao processo por homicídio em liberdade.