Uma reunião na noite de ontem (quinta-feira, 19), entre a primeira dama Lizangela Rover e os moradores das 200 casas entregues pela Prefeitura através do programa Minha Casa Minha Vida (final da avenida Paraná) serviu de alerta e orientação para as famílias contempladas.
A convocação da reunião partiu dos próprios moradores, preocupados com a conservação das unidades habitacionais entregues no início do ano. Eles reclamam que boa parte dos pais não está cuidando dos filhos e que esses ficam incomodando os vizinhos. Outra questão levantada foi quanto ao uso de entorpecentes por jovens e adolescentes nos arredores das casas, o que está causando insegurança durante o dia e à noite. Algumas famílias alegaram que não têm dinheiro para construir o muro de alvenaria das casas e se poderiam fazer cercas de balaustra.
Ao ouvir as reclamações, a primeira-dama disse que vai fazer um levantamento sobre a quantidade de crianças na faixa etária de 6 a 14 anos para que os pais matriculem seus filhos no Centro de Referência Especializada da Criança e do Adolescente (CRECA) no período da manhã ou da tarde, de acordo com o horário da escola em que estão matriculados. “No CRECA, as crianças e os adolescentes das famílias beneficiadas com as 200 casas poderão participar de aulas de reforço escolar, oficinas de dança, música, aulas de artes marciais, artes plásticas e de várias atividades lúdicas”, comentou.
Lizangela reforçou ainda que em breve a Prefeitura vai inaugurar uma escola de tempo integral próxima às 200 casas o que vai atender a demanda local. Quanto à questão dos muros das casinhas, ela salientou que, no contrato da Caixa Econômica Federal, assinado pelos moradores, está escrito que os muros não podem ser levantados de outro material que não seja de alvenaria. “Não é determinação minha e nem do prefeito Rover, mas é uma exigência da própria Caixa Econômica seguindo os procedimentos do programa federal Minha Casa Minha Vida”, completou.
Durante a reunião, a primeira-dama alertou os moradores para as prestações junto a Caixa Econômica, pois o programa federal estabelece um valor mínimo para a mensalidade justamente pensando na baixa renda dos beneficiados. “Procurem ficar em dia com as mensalidades, não atrasem, pois se isso acontecer os inadimplentes correm o risco de perder o benefício. É o que prescreve o contrato e no dia da entrega das casas o próprio coordenador do programa em Rondônia deixou bem claro essa questão”, enfatizou.
Autor:
Ribamar Araújo
Fonte:
FS
Publicado em 20 de Abril de 2012, às 12:32